Em entrevista a uma emissora de TV, o senador eleito pelo PSL-RJ, Flávio Bolsonaro, explica sobre uma movimentação de R$ 1.016.839 referente a um título bancário da Caixa Econômica Federal para pagar apartamento comprado por ele na zona sul do Rio de Janeiro. A entrevista foi exibida na noite deste domingo (20) no Domingo Espetacular da Record TV.
Para se defender das acusações do Conselho de Controle de Atividades Econômicas (Coaf) Bolsonaro cede entrevista e explica toda a movimentação realizada. Conforme o senador, ele realizou o pagamento das parcelas do imóvel a uma construtora em seguida ele quitou o restante da dívida direto com a Caixa, responsável pelo financiamento da obra.
“Essa movimentação foi de um apartamento que eu comprei na planta, dessa forma o financiamento fica com a construtora. Quando é liberado o habite-se a Caixa pode fazer o financiamento e assim a gente busca o banco, pois lá se tem os juros menores”, explica Flávio.
“Dessa forma, a Caixa paga a dívida com a construtora e eu deixo de dever a ela [construtora], assim sendo, passo a ser devedor da Caixa. Então quem fez a operação foi o próprio banco”, acrescentou.
O senador explica que o mesmo imóvel foi vendido e assim ele recebeu uma quantia em dinheiro. Após a venda Flávio fez 48 depósitos, com valores de R$ 2 mil, para sua conta, movimentação feita no caixa eletrônico da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), local onde ele trabalhava. Flávio afirma que toda a movimentação foi declarada.
Para o senador, a movimentação levantada pelo Coaf como suspeita está mais que explicada. Ele disse ainda à equipe de TV que tudo está declarado que ela não tem nada a esconder.
Coaf
A pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) fez um relatório onde apontou que o senador realizou uma movimentação atípica, de mais de um milhão, em sua conta. Para Flávio a culpa de tudo isso é do seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, que demorou a se posicionar sobre o relatório do Conselho.
O senador também negou que tenha recebido parte de salário dos funcionários do seu gabinete.
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Flávio alega que suspeita do Coaf está mais que explicada (Divulgação)



