O chamado 'blocão' da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul passa a concentrar metade da Casa. O Bloco 1, antigo G8, deixou de ter oito integrantes e agora reúne 12 deputados estaduais, consolidando maioria regimental.
O Bloco 2 permanece com a mesma composição anterior. Com a reorganização, quatro parlamentares ficam sem bloco, sendo a bancada do PT e o deputado Rafael Tavares (PL).
A nova composição garante ao bloco majoritário o direito de indicar três nomes para as comissões permanentes, incluindo a principal da Casa, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). A definição dos indicados deve ocorrer ainda hoje, após reunião interna do grupo.
Líder do Bloco 1, o deputado Márcio Fernandes (MDB) afirmou que a ampliação representa maior força política e regimental. “Com certeza para mim é uma satisfação poder ser escolhido novamente líder de um bloco parlamentar aqui na Assembleia Legislativa e agora um bloco maior”, declarou.
Segundo ele, o crescimento garante prerrogativas formais. “Isso aumenta a nossa representatividade". Márcio Fernandes destacou que a reunião para tratar da indicação da vaga na CCJR deve acontecer logo após a sessão nesta terça-feira (24). “Logo após a sessão nós iremos nos reunir para começar a discussão sobre a vaga da CCJR, que tinha um impasse nessa vaga e que agora a gente regimentalmente temos o direito de indicá-los.”
O líder afirmou ainda que o objetivo do grupo é atuar de forma coesa nas votações. “Com certeza são doze deputados que irão votar juntos, com o mesmo objetivo, a gente trabalhar em conjunto, sempre discutindo, a gente joga aberto, reúne e procura fazer um entendimento para que a gente possa ter as votações em bloco.”
Documento interno da Assembleia registra a nova composição do Bloco 1, que reúne Júnior Mochi, Márcio Fernandes e Renato Câmara (MDB); Gerson Claro (PP); Londres Machado (PR); Antônio Vaz e Pedrossian Neto (PSD); Professor Rinaldo (Podemos); Coronel David e Neno Razuk (PL); Lucas de Lima e Lídio Lopes. O próprio documento formaliza Márcio Fernandes como líder do grupo.
Já o Bloco 2 mantém sua formação anterior, com deputados do PSDB e aliados, entre eles Caravina, Jamilson Name (líder), Lia Nogueira (vice-líder), Mara Caseiro, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Roberto Hashioka e Paulo Duarte.
A CCJR é considerada a comissão mais estratégica da Assembleia por analisar a constitucionalidade e juridicidade das propostas antes que avancem no Legislativo. Com a maioria, o blocão passa a ter influência direta na composição da comissão e, consequentemente, no andamento das matérias em tramitação.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Lula diz que vale "qualquer sacrifício" para prender magnatas do crime

Câmara analisa veto da prefeitura a mudança em regras previdenciárias

ALEMS analisa redação final de proposta que valoriza o Pantanal

Após pedido de CPI, Trad afirma que acusações são inverdades

Resoluções das eleições de 2026 serão votadas em duas sessões no TSE

'Acorda Brasil': Mobilização orgânica convoca ato na Praça do Rádio neste domingo

Ordem dos Advogados aciona STF e pede fim do inquérito das Fake News

STF proíbe governo de executar emendas indicadas por Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Bancada de Mato Grosso do Sul diversifica pautas na Câmara em 2026


Mudança reorganiza forças na Casa de Leis (Sarah Chaves)



