Quase 7,3 milhões de bolivianos devem comparecem às urnas neste domingo (20) para as eleições que definirão o presidente e o vice-presidente para o período 2020-2025, nas quais Evo Morales busca o quarto mandato e tem como grande rival o centrista Carlos Mesa.
A votação começou oficialmente às 8h locais (9h de Brasília) e deve prosseguir até 16h (17h de Brasília). Os centros de votação permanecerão abertos por oito horas em todo o país.
A votação, que é obrigatória, foi aberta pela presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), María Eugenia Choque, que garantiu a transparência da votação. A população "pode ficar calma, porque tomamos as medidas necessárias para proteger a votação", disse, diante dos temores de setores da oposição de que o partido no poder possa forjar alguma fraude.
Um total de 7.315.364 bolivianos aparecem na lista eleitoral nacional. O órgão eleitoral autorizou 5.301 locais de votação, entre escolas públicas e privadas, enquanto bolivianos no exterior votam em embaixadas e consulados.
A maioria dos distritos eleitorais começou a funcionar sem nenhum incidente registrado até a última atualização da reportagem, segundo relatório da polícia.
Candidatos
Depois de votar em Chapare distrito de Cochabamba, Evo Morales expressou confiança e otimismo.
"Acabo de votar, como me corresponde, e aproveito esta oportunidade para convocar o povo boliviano a participar nesta festa democrática", disse à agência de notícias France Presse.
Mesa, principal candidato da oposição boliviana, expressou sua desconfiança em relação sobre como a justiça eleitoral irá agir nas eleições deste domingo. Segundo ele essa entidade é um "braço operacional" do governo de Evo Morales.
"Eu não confio na transparência do processo, o Supremo Tribunal Eleitoral nos mostrou que é um braço infeliz do governo e nossa desconfiança é muito alta", disse Mesa à mídia depois de votar em uma escola no bairro de Mallasilla.
Possibilidade de segundo turno
O presidente boliviano Evo Morales tem a possibilidade de, pela primeira vez, enfrentar um segundo turno. Isso irá acontecer caso ele não consiga atingir 50% dos votos mais um ou 40% dos votos e uma vantagem de pelo menos dez pontos sobre o segundo colocado.
Quando foi eleito pela primeira vez, em 2005, Morales, que representa o partido Movimiento Al Socialismo (MAS), teve 53,7% dos votos, a primeira maioria absoluta na Bolívia em 40 anos. Em 2009, conseguiu 64,2% e, em 2014, teve 61,36%.
Desta vez, porém, com sua imagem desgastada após contestar um referendo que o impediria de disputar a reeleição e por sua resposta considerada insatisfatória aos incêndios florestais que afetaram o país nas últimas semanas, as projeções são bem menos otimistas.
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Evo Morales busca o quarto mandato e tem como grande rival o centrista Carlos Mesa (Reprodução/Internet)


