A proposta de acabar com a jornada de trabalho 6x1 ganhou ritmo acelerado na Câmara dos Deputados e pode avançar ainda neste mês, com articulação do presidente da Casa, Hugo Motta. Para destravar a análise, ele recorreu a medidas fora do padrão, como a convocação de sessões extras do plenário.
A mobilização inclui uma sequência de reuniões deliberativas ao longo da próxima semana, aproveitando inclusive dias pouco usuais para votação, como segunda e sexta-feira. A estratégia é acelerar os prazos da comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre a mudança na jornada.
Com isso, os deputados ganham tempo para apresentar emendas ao texto. Depois dessa etapa, o relator, Leo Prates, poderá apresentar o parecer e encaminhar a proposta para votação.
Instalada recentemente, a comissão deve intensificar os trabalhos, com análise do plano de trabalho e discussão de temas como regras de transição e impactos para diferentes setores. Também estão previstos pedidos para ouvir trabalhadores, sindicatos e representantes do governo.
A redução da jornada é tratada como pauta prioritária pelo governo federal, que defende a diminuição das atuais 44 para 40 horas semanais. Ao mesmo tempo, setores produtivos pressionam por medidas de compensação, como incentivos fiscais, diante dos possíveis impactos econômicos.
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Deputados durante sessão de votação no plenário (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)



