O Aquário do Pantanal está paralisado há cinco anos em Campo Grande, e o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, reafirmou o compromisso de sua administração para terminar as obras, mas disse que "não colocará sua impressão digital em uma edificação que está sob investigação, sem o aval da Justiça".
“Sempre disse que sou contra a construção desse aquário com dinheiro público, mas vamos retomar a obra quando tivermos segurança jurídica”, declarou.
Azambuja falou na quarta-feira (08) sobre reportagem veiculada nos veículos de comunicação abordando obras inacabadas na Capital, esclarecendo que a atual gestão do MS não pode ter responsabilidade por uma edificação não concluída pelo governo anterior e que apresenta uma série de irregularidades, as quais motivaram investigações e ações do Ministério Público e da Controladoria-Geral da União.
“Se tem alguém com autoridade para dizer sobre obras inacabadas é o nosso governo. Das 215 obras paralisadas que herdamos do governo anterior, concluímos e entregamos 209 à população de Mato Grosso do Sul. As demais também serão concluídas, mas precisamos de segurança jurídica para colocar dinheiro público. Não queremos ser responsabilizados pelo que não fizeram e por irregularidades administrativas”, disse o governador.
Obra não prioritária
Reinaldo lembrou que foi contra a construção do aquário quando ainda era deputado federal, em 2014, ressaltando que não é uma obra pública prioritária, quando a população campo-grandense e do Estado clama por mais hospitais, mais escolas, creches e investimentos em infraestrutura. No entanto, entende que uma obra inacabada causa ainda maior prejuízo ao Estado e a conclusão do aquário é uma das metas do seu governo.
“O governo anterior decidiu construir o aquário e deixou a obra pela metade e com sérios problemas de ordem legal, e não podemos ser irresponsáveis em retomar um projeto sob suspeição. Faltam R$ 38 milhões para a sua conclusão. Queremos terminar o Aquário do Pantanal para não termos mais uma obra inacabada no Estado. Mas só vamos colocar nossa impressão digital nessa obra com o aval da Justiça”, exaltou.
Iniciado em 2011, o Aquário do Pantanal, edificado no Parque das Nações Indígenas, foi paralisado em 2015. Incluída no Programa Obra Inacabada Zero, o projeto arquitetônico vem enfrentando uma série de entraves jurídicos que impedem sua retomada e conclusão. Em julho de 2015, o Ministério Público Federal recomendou ao Governo do Estado a imediata rescisão contratual do empreendimento apontando irregularidades licitatórias.
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Governador Reinaldo Azambuja (Reprodução)



