A “saída de cena” de Pedro Chaves (PRB), que renunciou a candidatura ao Senado esta manhã é um roteiro anunciado. Desde o início de sua caminhada para tentar ser reeleito, Pedro tem encontrado “dificuldades”. Não conseguiu encaixe em nenhuma das coligações principais. O senador também não obteve o comando do partido, sempre dividido com Wilton Acosta e com a Igreja Universal.
Em carta enviada ao presidente do PRB, Wilton Acosta, quando o senador Pedro Chaves formalizou aliança com o candidato do PDT, juiz Odilon de Oliveira ele [Chaves] seria o único candidato ao Senado Federal. Porém, segundo as palavras do senador, “infelizmente o PDT fez uma aliança espúria e silenciosa com o Podemos, lançando, sem meu conhecimento, mais um candidato ao Senado”.
Chaves sempre esperou apoio, enquanto seus interlocutores exigiam ajuda. Ao final, restou-lhe a única opção, onde não dependia de ninguém, renunciar à candidatura.
A saída de Pedro Chaves, coincidência ou não, gerou uma inusitada nota assinada pelo juiz Odilon de Oliveira (PDT), que horas após Pedro comunicar seu afastamento, fala em “covardia”.
Embora não citando nomes, o cenário é de provável resposta à desistência do senador Pedro Chaves. “A desistência, mesmo no começo da batalha, é um autêntico exemplo de covardia, de desmerecimento da confiança alheia”, disparou o juiz em resposta ao senador. Apoiadores de Odilon confirmaram que a nota é em resposta a Pedro.
Confira na íntegra a carta enviada ao presidente do PRB, Wilton Acosta:
"Caro Wilton,
Bom Dia.
Como é do conhecimento do caro Presidente, quando o PRB foi convidado.para fazer coligação com o PDT
A condição “sine-qua-non” era ter uma candidato único para o Senado Federal. Infelizmente o PDT fez uma aliança espúria e silenciosa com o “Podemos”, lançando, sem meu conhecimento mais um candidato ao Senado, inviabilizando assim minha candidatura.
Dei 12 dias. para o PDT resolver esta situação e cumprir a palavra empenhada.
Lamentavelmente até esta data todas as tentativas foram em vão.
Não querendo atrapalhar os destinos da coligação “saio de cena” renunciando, em caráter irrevogável e irretratável a minha candidatura.
Hoje eu formalizo minha saída.
Quero agradecer ao prezado amigo pelo carinho e amizade que sempre fui tratado pela Presidência do PRB Estadual.
Um abraço,
Sen Pedro Chaves"
Confira na íntegra a nota do juiz Odilon de Oliveira:
“Quando resolvi deixar o cargo de juiz federal para ingressar na política, impus uma condição: não aceitar corruptos ao meu lado. Esqueci-me de incluir os covardes.
A honestidade não e uma virtude, mas um dever. Na política, arte de transformação da sociedade, antes sozinho do que mal acompanhado ou junto com egoístas, frouxos, covardes ou venáveis, sob pena de se andar pelo caminho de sempre.
A desistência, mesmo no começo da batalha, é um autêntico exemplo de covardia, de desmerecimento da confiança alheia. O verdadeiro soldado é aquele disposto a morrer lutando, se preciso for. O resto é simplesmente o resto.”
(Matéria atualizada às 17h21 para acréscimo de informações)
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Após mais de 3 anos de tramitação, TSE cassa governador de Roraima

Primeiro encontro do Republicanos em MS reúne lideranças e traça metas para 2026

Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da Dosimetria

Verruck aposta em perfil técnico para não ser "baixo clero" na Câmara Federal

TRE mantém atendimento no feriado e fim de semana para eleitores se regularizarem

Bancada de MS reage à rejeição inédita de Jorge Messias ao STF

Simone Tebet lidera disputa pelo Senado em São Paulo, aponta Quaest

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF após reviravolta no plenário

Fim da escala 6x1 é principal bandeira nos atos do 1° de Maio no país


Odilon e Chaves compunham a mesma coligação até hoje pela manhã (Reprodução/ Internet)



