A Procuradoria-Geral da República (PGR) mudou de posição e passou a defender a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão final.
No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, aponta que o quadro de saúde do ex-presidente justifica a flexibilização do regime. Segundo ele, a prisão domiciliar é necessária para garantir acompanhamento médico contínuo, diante do risco de alterações súbitas no estado clínico.
Bolsonaro está internado há mais de uma semana em um hospital particular, após diagnóstico de pneumonia. Ele cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília.
O posicionamento atual da PGR contrasta com manifestações anteriores, nas quais Gonet havia sido contrário ao benefício. Desde novembro do ano passado, Moraes negou quatro pedidos semelhantes apresentados pela defesa.
Nos bastidores, aliados intensificaram a pressão pelo deferimento da medida. Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com Moraes para reforçar o pedido. O movimento segue a mesma linha adotada anteriormente pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que também atuaram em favor da solicitação.
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