Acontece nesta quarta-feira, dia 6, o julgamento de Pedro Lúcio de Jesus, de 33 anos, conhecido como 'Peu', denunciado pelo homicídio com golpes de foice de Marcelo Marcelino, no dia 7 de maio, na rua Radialista Edgar Lopes de Faria, região do Núcleo Indubrasil, em Campo Grande.
Em depoimento ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, o réu negou ter planejado o homicídio, afirmando ter ido desarmado à residência de Marcelo. Segundo 'Peu', o crime teria sido motivado por uma retaliação a um incêndio criminoso na casa de seu pai, ocorrido dias antes.
O réu, que admitiu ser usuário de cocaína e pasta base, afirmou estar sob forte efeito de entorpecentes no momento do crime e declarou arrependimento, lamentando a distância da filha e o impacto do ato em sua vida e na da vítima.
Pedro, inclusive, chegou a dizer que 'era para estar morto', e que acreditava que a Marcelo fazia parte de uma "quadrilha" que pretendia executá-lo. No dia do crime, os dois homens entraram em luta corporal e a vítima teria se armado com uma faca, mas o réu reagiu e aplicou um golpe de mata-leão.
Após a vítima desmaiar, o réu utilizou uma foice que encontrou no local para desferir o golpe fatal. "O efeito da droga falou mais alto", justificou Peu durante o interrogatório.
Questionado pela promotoria sobre a necessidade do golpe final, o réu reiterou que agiu para proteger a própria vida, alegando que, se não o fizesse, acabaria morto pelo grupo da vítima. "Foi para tentar proteger minha vida, uma hora ou outra eles iriam acabar me matando".
Pedro Lúcio foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe.
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Peu senta na cadeira dos réus para julgamento (Vinicius Santos)


