Faltando apenas 20 metros para a ligação completa da ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, a obra da Rota Bioceânica entra na fase final e se aproxima da conexão terrestre definitiva entre Brasil e Paraguai.
A estrutura é considerada o principal elo físico do corredor bioceânico, projeto que pretende ligar o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina. A expectativa é reduzir distâncias e custos no transporte de cargas para mercados internacionais, principalmente o asiático.
A etapa de junção da ponte é uma das mais delicadas da obra. Os dois lados da estrutura precisam se encontrar com alinhamento preciso para garantir segurança e estabilidade.
Com a conclusão da ponte, a travessia entre os países deixará de depender de balsas, permitindo fluxo contínuo de caminhões e mercadorias. A expectativa é de impacto direto na economia de Mato Grosso do Sul, principalmente em setores ligados à logística, transporte, armazenagem e comércio exterior.
Porto Murtinho deve concentrar parte dos reflexos econômicos da nova rota, com aumento da procura por áreas industriais, expansão do mercado imobiliário e geração de empregos.
Apesar da expectativa de crescimento, especialistas apontam que os efeitos econômicos devem ocorrer de forma gradual, dependendo de obras complementares, redução de custos logísticos e adesão do mercado ao novo corredor internacional.
Em conversa nesta semana, o engenheiro da MOPC/Itaipu Paraguai, Pánfilo Benitez, destacou o avanço da obra e a proximidade da ligação definitiva entre os dois países.
A ponte faz parte da estratégia de integração sul-americana e é vista como uma das principais obras de infraestrutura para Mato Grosso do Sul nos próximos anos.
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Ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (PY) (Hemerson Lopes)


