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Justiça

Réu é condenado a 4 anos em regime aberto por tiros em confusão com empresário na Capital

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa e desclassificou a acusação de tentativa de homicídio

05 maio 2026 - 17h03Vinícius Santos

A Justiça condenou o réu Adriano Prestes Martins, de 51 anos, a quatro anos de reclusão, em regime inicial aberto, por envolvimento em um caso que inicialmente tratava de tentativa de homicídio contra um empresário em Campo Grande.

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (5), por meio do rito do Tribunal do Júri. A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Conforme a sentença, o réu foi condenado pelos crimes de disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa e desclassificou a acusação de tentativa de homicídio, uma vez que a vítima não chegou a ser atingida por disparos, sobrevivendo sem ferimentos provocados por arma de fogo.

Com a decisão, o caso deixou de ser enquadrado como tentativa de homicídio e resultou na condenação pelos crimes relacionados ao uso e porte irregular de arma de fogo.

Crime - O ataque ocorreu em 05 de julho de 2023, na avenida Fábio Zahran.

Conforme dados processuais, a arma utilizada na tentativa de homicídio foi uma pistola calibre .380, e a vítima entrou em luta corporal, momento em que o ofendido logrou êxito em desvencilhar-se e se esconder, de modo que não foi atingido por nenhum disparo.

Em declaração à Justiça, a vítima do ataque a tiros disse que Adriano Prestes chegou ao escritório, afirmou que a vítima “tinha que morrer”, sacou a arma de fogo e passou a disparar em sua direção.

Segundo dados do processo, foram mais de 10 disparos, e a briga pode ter envolvido um carro que a filha do acusado teria comprado da vítima, o empresário, e haveria um atraso na transferência do veículo (situações documentais); essa pode ser uma das motivações.

Ouvido, o réu disse não ter tido a intenção de matar. O intuito era resolver o problema envolvendo o veículo e disse que agiu porque a filha estava numa condição emocional “depressiva”, devido à demora com a documentação do carro.

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