Os maiores gastos com cartões corporativos da Presidência da República desde 2013, foram registrados no começo de 2020, após quase oito anos.
O aumento de despesas foi revelado pelo jornal “O Estado de S.Paulo” no fim de semana, e os dados foram confirmados pela TV Globo nesta terça-feira (12).
Os cartões da Presidência que são usados para pagar despesas ligadas ao presidente e seus parentes, incluem viagens nacionais e internacionais, serviços e abastecimento de veículos oficiais que servem o presidente e gastos de rotina do Palácio da Alvorada, como aqueles com alimentação, bebida e para recepções.
Só de janeiro a março deste ano, os valores somaram R$ 6,2 milhões (R$ 6.214.967,31), mais que o dobro do mesmo período do ano passado.

Os dados se referem à Secretaria de Administração da Presidência, ao Gabinete de Segurança Institucional e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Eles são divulgados somente em valor total, sem detalhamento de quem gastou e do que foi comprado.
Por meio de nota, a secretaria-Geral da Presidência, informou que as despesas com a residência oficial estão menores que as médias dos anos anteriores e atribuiu os gastos às viagens nacionais e internacionais do presidente.
O presidente Jair Bolsonaro postou uma mensagem nas redes sociais ma segunda-feira (11), para justificar os gastos. Segundo a publicação, três aviões vinculados à Presidência foram enviados a Wuhan, na China, onde começaram a ser divulgados os primeiros casos do novo coronavírus, para buscar brasileiros que estavam isolados.
Bolsonaro informou que o custo, pago com cartão corporativo, foi de R$ 740 mil. O Ministério da Defesa confirmou que todos os gastos da operação que trouxe brasileiros de Wuhan foram feitos com cartão corporativo do Palácio do Planalto. Já as despesas com os repatriados no Brasil ficaram a cargo do Ministério da Defesa.
Mesmo tirando as despesas para repatriação dos brasileiros que estavam na China, 2020 teve o maior gasto com cartão corporativo nos três primeiros meses do ano desde pelo menos 2013 - total de R$ 5,4 milhões.
De acordo com dados mais antigos disponíveis no Portal da Transparência do governo federal, até então o maior valor para este período era de 2014, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

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Os gastos com cartão corporativo da Presidência da República são usados para bancar despesas sigilosas de Jair Bolsonaro, e da família (Reprodução)



