A SES (Secretaria de Estado de Saúde) instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves de chikungunya em Mato Grosso do Sul. A medida, publicada na terça-feira (7) pela Resolução SES/MS nº 555, encurta prazos de atendimento e permite transferências imediatas por meio da “vaga zero”.
Casos graves ou potencialmente graves devem ter decisão regulatória em até uma hora, garantindo rapidez no atendimento. A iniciativa é motivada pelo cenário de emergência em Dourados, com taxa de positividade entre 72% e 79% e registro de casos graves e óbitos.
Segundo a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, a medida busca dar mais agilidade e segurança à assistência em um momento de alta pressão sobre a rede. “Estamos estruturando um fluxo mais rápido, organizado e resolutivo para garantir que os pacientes graves tenham acesso ao atendimento oportuno no menor tempo possível. Essa resposta ágil é fundamental para salvar vidas, especialmente diante do cenário epidemiológico que enfrentamos”, afirmou.
O HU-UFGD será a primeira referência para pacientes críticos, seguido pelo HRD, podendo acionar a vaga zero se não houver leitos disponíveis. O fluxo define critérios clínicos de prioridade, incluindo choque, insuficiência respiratória, gestantes, comorbidades e indígenas.
A SES também vai monitorar indicadores de resposta, como tempo de atendimento, negativas de vagas e óbitos, mantendo a medida enquanto durar a emergência epidemiológica.
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Casos graves ou potencialmente graves devem ter decisão regulatória em até uma hora (Foto: SES)



