O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, disse estar otimista de que a reforma da Previdência será aprovada. Segundo ele, os próximos dias “serão de muita conversa [com o Congresso] e de muita explicação a respeito da reforma para obtenção dos votos necessários para a aprovação”.
Durante o debate, o secretário também falou sobre a necessidade de se aprovar a reforma da Previdência. “Necessitamos sim, fazer a reforma da Previdência para ter as contas equilibradas”, ressaltou. A reforma, como está neste momento para ser votada pelo Congresso, disse o secretário, não é definitiva. “Pelas nossas contas, ela é para dois mandatos, uns dez anos de sustentação. Não é uma reforma definitiva, mas é um passo muito importante”, falou.
O secretário voltou a defender que ainda há tempo para uma reforma preventiva, evitando medidas mais duras. “Essa é uma reforma preventiva. Desde criança, ouço que prevenir é melhor do que remediar. Se a gente não fizer nada, vejam a Grécia, vejam Portugal. Estamos fazendo a reforma justamente para impedir que isso ocorra. Ainda temos tempo para isso, mas não temos muito tempo”, destacou.
Para Marcelo Caetano, o simples adiamento de problemas sempre exige remédio mais amargo depois. “Se você está com problema de diabetes e não faz [tratamento] agora e espera a diabetes, pode-se chegar ao nível de amputar a perna. Não fazer agora e empurrar a reforma para a frente significa que a reforma atual fique totalmente insuficiente. E aí terá que fazer uma reforma ainda mais forte e intensa para compensar o que deixou de ser feita no passado”, disse.
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