Um levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) aponta para um aumento na taxa de exames positivos para Covid nas últimas semanas, acendendo um alerta para epidemiologistas, que vem classificando essa alta como um aviso para uma possível nova alta de casos da doença. As informações são do g1.
Os dados do ITpS mostram que a taxa de exames positivos em laboratórios particulares subiu de 3% para 17% em menos de um mês, um salto de 566% nesse curto período de tempo.
A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) informou que a quantidade de exames positivos da doença voltou ao patamar dos dois dígitos, com 15,5% das pessoas que fazem o exame apresentando contaminação pelo vírus.
Apesar do aumento de casos, o secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Flávio Britto, explicou ao JD1 que esse aumento nos casos é resultado do relaxamento da população, mas que a pasta seguirá acompanhando as decisões e anúncios do Ministério da Saúde.
“A Covid não acabou, teve engano de quem achou que acabou em algum lugar do mundo, e tem um relaxamento, até que natural da população, onde você não vê mais álcool nos comércios e em vários lugares que antes tinham, além de uma baixa adesão das doses de reforço da Covid. Graças à Deus e a vacina, a ômicron não está levando as pessoas até o túmulo, mas mesmo assim estamos acompanhando esses casos e a sua evolução. Acompanhamos com muita preocupação essa alta de positividade nos casos”, disse Britto.
Britto ainda destacou o quão importante é que a população se vacine e sua tristeza na negação da eficácia das vacinas e volta de doenças que podem ser evitadas.
“As pessoas têm que tomar as doses de reforço, é fundamental a vacina, ela salva, ela não mata, não te transforma num jacaré, ela te salva, mas temos por aí uma baixa adesão de todas as vacinas, e agora temos a possibilidade de volta da paralisia infantil, o que é absurdo”.
Já sobre a obrigatoriedade do uso de máscara, o secretário disse que a chance disso acontecer é muito baixa, já que a vacina diminuiu a letalidade da doença, mas destaca que essa decisão depende da ciência, e não somente da Saúde brasileira.
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