Um bebê indígena de apenas um mês morreu nesta terça-feira (24), vítima de febre chikungunya, em Dourados (MS). A criança morava na Aldeia Jaguapiru, na Reserva Indígena do município, e estava internada no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD).
Com a morte, sobe para cinco o número de óbitos provocados pela doença na região. Este é o segundo bebê da reserva a morrer em meio ao surto que atinge as aldeias. Além das duas crianças, também morreram duas idosas, de 60 e 62 anos, e um idoso de 73 anos.
As circunstâncias da morte do bebê ainda não foram detalhadas oficialmente.
Segundo o site Ligado na Notícia, o informe epidemiológico mais recente sobre o surto de chikungunya na Reserva Indígena, já foram registradas cerca de 1,1 mil notificações da doença nas aldeias que abrangem áreas de Dourados, Itaporã e Douradina.
Desse total, 545 casos foram confirmados, enquanto 491 ainda estão em investigação e 157 foram descartados.
O número de pacientes que necessitam de atendimento hospitalar também chama atenção: pelo menos 182 indígenas precisaram de internação. Entre os internados, sete tiveram diagnóstico confirmado para chikungunya.
Outro dado considerado preocupante é a faixa etária dos pacientes hospitalizados no Hospital Universitário. Até o momento, são 22 internações, sendo 19 de indígenas, sendo que destes, 18 são menores de idade.
Diante do aumento na demanda, o Hospital Regional de Dourados (HRD) disponibilizou 15 leitos para atendimento, sendo cinco pediátricos e dez para adultos.
As autoridades de saúde seguem monitorando o surto na região.
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Indígenas estão sendo atendidos em hospital de campanha montado em uma quadra (Foto: Divulgação/Assecom)


