A paralisação de atendimentos Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, completou nesta quinta-feira (2), nove dias. Novos pacientes não estão sendo aceitos no hospital que atende 99% de pacientes pelo SUS e 70% de pacientes oncológicos da rede pública do Estado. Ao todo, 360 atendimentos foram desmarcados.
Os atendimentos foram suspensos na quarta-feira (22), após parte da equipe médica anunciar paralisação devido a não resolução de reivindicações feitas por profissionais da saúde.
Segundo a direção da unidade de saúde, o valor recebido do governo federal, estadual e municipal para o custeio do local não é suficiente.
A direção diz que o gasto mensal da instituição é de mais de R$ 4 milhões. Acima do repasse feito pela prefeitura, governo do estado e governo federal, que soma uma média de R$ 3,5 milhões por mês.
Nas contas do hospital, para manter o funcionamento normal, seria necessário um aporte adicional de R$ 770 mil. Em janeiro deste ano a direção do hospital enviou um relatório financeiro à prefeitura de Campo Grande apontando a defasagem entre o que recebe e o que gasta.
A prefeitura informou que o relatório está sendo auditado, e por enquanto não sinalizou sobre qualquer aumento no repasse.
Na segunda-feira (1), a SES (Secretaria de Saúde do Estado) se manifestou. Em nota, a pasta informou estar acompanhando as negociações, mas relatou que as reivindicação dos médicos por boas condições de trabalho são pertinentes à administração hospitalar.
Dentre os pedidos estão a regularização dos pagamentos e dos contratos dos integrantes do Corpo Clínico; Regularização dos serviços de patologia e exames de imagens (ressonância magnética e cintilografia óssea), essenciais aos diagnósticos e seguimentos de tratamentos.
Estão sendo realizados somente atendimentos de urgência e emergência no Pronto Atendimento do HCAA, além das cirurgias de urgências e emergências, atendimentos de UTI e os tratamentos nos setores de quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia já em andamento.
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