O Ministério da Saúde autorizou, nesta sexta-feira (27), aporte emergencial de R$ 900 mil para reforçar as ações contra a chikungunya na região da Grande Dourados (MS). O valor será repassado em parcela única ao fundo municipal e poderá ser usado em vigilância, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes de saúde.
A iniciativa integra diversas estratégias, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que ajudam a interromper o ciclo de reprodução do mosquito. Das 300 unidades enviadas inicialmente, 150 já foram instaladas nos bairros Jóquei Clube, Santa Felicidade e Santa Fé, com novas instalações previstas os bairros Novo Horizonte/Parque do Lago e Piratininga.
Nos territórios indígenas, a atuação é intensa: desde março, mais de 2,2 mil residências já foram visitadas nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com mutirões de limpeza, aplicação de larvicidas e assistência direta. A Força Nacional do SUS atua com 34 profissionais entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e 20 Agentes de Combate a Endemias serão contratados temporariamente para reforçar o trabalho.
Segundo a coordenadora de Vigilância de Arboviroses, Lívia Vinhal, o sucesso depende da ação conjunta entre poder público e população. “Nosso foco é reorganizar fluxos, integrar informações e direcionar ações em campo. As estações são uma ferramenta importante, mas a eliminação de criadouros depende da ação conjunta entre poder público e população”, afirmou.
Além disso, uma Sala de Situação foi instalada pelo Ministério da Saúde para coordenar ações federais, fortalecendo a articulação entre órgãos estaduais e municipais.
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