A paralisação de atendimentos do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, completou cinco dias nesta segunda-feira (27). Segundo o hospital, mais de 230 consultas deixaram de ser feitas e já faltam medicamentos e insumos. Ao JD1, o hospital disse não ter uma previsão para a normalização da situação.
Os atendimentos foram suspensos na última quarta-feira (22), após parte da equipe médica anunciar paralisação devido a não resolução de reivindicações feitas por profissionais da saúde.
Dentre os pedidos estão a regularização dos pagamentos e dos contratos dos integrantes do Corpo Clínico; Regularização dos serviços de patologia e exames de imagens (ressonância magnética e cintilografia óssea), essenciais aos diagnósticos e seguimentos de tratamentos.
A direção diz que o gasto mensal da instituição é de mais de R$ 4 milhões. Acima do repasse feito pela prefeitura, governo do estado e governo federal, que soma uma média de R$ 3,5 milhões por mês.
Estão sendo realizados somente atendimentos de urgência e emergência no Pronto Atendimento do HCAA, além das cirurgias de urgências e emergências, atendimentos de UTI e os tratamentos nos setores de quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia já em andamento.
Na tarde de sexta-feira (24), representantes do hospital se reuniram com técnicos da Prefeitura de Campo Grande.
Em janeiro, o hospital encaminhou uma planilha de gastos para a prefeitura. O documento está em auditoria. O município diz que está em negociação e que vai acionar o governo do estado, já que 30% dos atendimentos no HCAA são de pacientes do interior.
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