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Saúde

Unidades de saúde promovem ações de prevenção à hanseníase

A campanha "Janeiro Roxo" ocorre em toda a capital e visa a prevenção e informações sobre a doença

19 janeiro 2019 - 10h13Da redação com assessoria

Até o dia 31 de janeiro, as 68 unidades básicas de saúde de Campo Grande irão intensificar as atividades de combate, controle e enfrentamento da hanseníase, com ações estratégicas que envolvem a distribuição de material informativo, realização de palestras educativas, busca ativa de casos, diagnóstico e tratamento, a fim de levar até a população informações sobre a doença, seus sinais e sintomas objetivando assim o diagnóstico precoce e a diminuição das sequelas incapacitantes da doença quando do diagnóstico tardio.  O Dia “D” em alusão ao "Janeiro Roxo" – mês de combate e prevenção à doença – acontece no  dia 25 de janeiro.

A gerente técnica do serviço de Hanseníase e Tuberculose da SESAU, Vanessa Aquino, explica que a hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae, atinge pele e nervos.  É considerada como uma das doenças mais antigas que acometem o homem com referências de 600 a. C. Também conhecida como lepra, termo em desuso no Brasil.

“Ao notar qualquer mancha na pele com alteração de sensibilidade procure uma unidade de saúde mais próxima e faça uma avaliação.  A Hanseníase tem cura e o diagnóstico precoce é fundamental”, reforça.

Em 2018 foram notificados 52 casos novos da doença em Campo Grande. Já no ano de 2017 foram notificados 61 casos novos.

Transmissão

Segundo a gerente do serviço a transmissão, acontece quando o bacilo é eliminado pela pessoa doente durante a fala, espirro ou tosse. Por isso a importância do exame de todas as pessoas que moram ou convivem com o doente, que são chamados de contatos.

Os principais sinais e sintomas são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, mas tem formigamento e dormência, com diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque. É importante que ao perceber alguns destes sinais e sintomas, o paciente procure o serviço de saúde mais próximo de sua casa para exame da pele e nervos.

Tratamento

O tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde de forma gratuita, trata-se de um tratamento poliquimioterápico (PQT), que é a associação de rifampicina, dapsona e clofazimina. Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequência quando se utiliza apenas um medicamento, e impossibilita a cura da doença. O tratamento dura de 6 meses a 1 ano, podendo ser prolongado por mais 1 ano. 

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