As chuvas que causaram as enchentes no Rio Grande do Sul também trouxeram impactos para os produtores de vinho. Nos cálculos da Emater/RS-ASCAR, órgão de promoção do desenvolvimento rural, cerca de 500 hectares de plantações de uva foram afetados pelos deslizamentos, desmoronamentos, cheias dos rios e erosões.
Algumas vinícolas tiveram impacto maior que outras, a depender da região. Os maiores estragos se concentram no interior do estado, na Serra Gaúcha. O prejuízo poderia ser pior, mas a safra que começou em janeiro deste ano, terminou em abril, e já estava totalmente direcionada.
Naiana Argenta é filha do engenheiro agrônomo Arnaldo Antonio Argenta, que em 2006 comprou a propriedade que, na década de 1970, foi considerada a maior plantação de uva em extensão do Brasil, a chamada ‘Granja Valparaiso’. Ela cuida das áreas de Comercial e Marketing.
“Quando aconteceu mesmo [a inundação], ninguém tinha como acessar. As estradas estavam bloqueadas. Meu pai foi lá na terça e teve que quebrar o cadeado dos fundos porque não abria o portão da frente, aí viu a água entrando sem parar e não tinha o que fazer, apenas rezar”, conta Naiana à CNN.
Imagens registradas por Antonio e pelos funcionários da empresa mostram a lama espalhada pelo local e um grande esforço para conseguir limpar o espaço e salvar os equipamentos e garrafas. A cozinha foi tomada, destruindo caixas de papelão. Na cantina, a lama atingiu garrafões e até a porta da câmara fria.
O prejuízo financeiro ainda não foi calculado, mas Naiana conta que videiras se deitaram, postes de sustentação do Sistema de Produção Protegido caíram e lonas que protegiam a plantação acabaram rasgando. “Essas lonas têm custo super elevado porque são importadas”, aponta ela.
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Chuvas destruíram 500 hectares de vinhedos no RS (Reprodução/CNN)



