Menu
Busca segunda, 09 de dezembro de 2019
(67) 99647-9098
TJMS Dezembro-19
Brasil

Estudo do IBGE mostra desigualdades sociais entre brancos e pretos ou pardos

Em todos os dados analisados, brancos possuem melhor estatística

13 novembro 2019 - 11h29Vitória Ribeiro

De acordo com o estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pretos ou pardos passaram a ser 50,3% dos estudantes de ensino superior da rede pública em 2018 no Brasil. Mas, como representavam maioria da população sendo 55,8%, permaneceram sub-representados.

Esse estudo faz uma análise das desigualdades entre brancos e pretos ou pardos ligadas ao trabalho, à distribuição de renda, à moradia, à educação, à violência e à representação política.

Além disso, entre a população preta ou parda de 18 a 24 anos que estudava, o percentual cursando ensino superior aumentou de 2016 (50,5%) para 2018 (55,6%), mas ainda ficou abaixo do percentual de brancos da mesma faixa etária (78,8%).

Nesse mesmo período, o percentual de jovens de 18 a 24 anos pretos ou pardos com menos de 11 anos de estudo e que não frequentava escola caiu de 2016 (30,8%) para 2018 (28,8%). Esse indicador era de 17,4% entre os brancos, em 2018.

No mercado de trabalho, os pretos ou pardos representavam 64,2% da população desocupada e 66,1% da população subutilizada. E, enquanto 34,6% dos trabalhadores brancos estavam em ocupações informais, entre os pretos ou pardos esse percentual era de 47,3%.

O rendimento médio mensal das pessoas brancas ocupadas (R$2.796) foi 73,9% superior ao da população preta ou parda (R$1.608). Os brancos com nível superior completo ganhavam por hora 45% a mais do que os pretos ou pardos com o mesmo nível de instrução.

A desigualdade também estava presente na distribuição de cargos gerenciais, somente 29,9% deles eram exercidos por pessoas pretas ou pardas.

Em relação à distribuição de renda, os pretos ou pardos representavam 75,2% do grupo formado pelos 10% da população com os menores rendimentos e apenas 27,7% dos 10% da população com os maiores rendimentos.

Enquanto 44,5% da população preta ou parda vivia em domicílios com a ausência de pelo menos um serviço de saneamento básico, entre os brancos, esse percentual era de 27,9%.

Pretos ou pardos são mais atingidos pela violência. Em todos os grupos etários, a taxa de homicídios dos pretos ou pardos superou a dos brancos. A taxa de homicídios para pretos ou pardos de 15 a 29 anos chegou a 98,5 em 2017, contra 34,0 para brancos. Para os jovens pretos ou pardos do sexo masculino, a taxa foi 185,0.

Também não há igualdade de cor ou raça na representação política, apenas 24,4% dos deputados federais, 28,9% dos deputados estaduais e 42,1% dos vereadores eleitos eram pretos ou pardos.

Athus Ingles

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Mandetta assume entidade internacional de combate a tuberculose
Brasil
Criança fica presa em penela de pressão por quase uma hora
Brasil
Mercosul eleva limite de isenção para viagens no exterior
Brasil
Mulher presa por ofender taxista negro responderá por quatro crimes
Brasil
Caso Daniel: Edison Brittes entrou com pedido de prisão domiciliar
Brasil
Brasil reconhece mais de 21 mil venezuelanos em condição de refugiados
Brasil
Simone quer aprovar pacote anticrime ainda este ano
Educação
Consulta aos locais de reaplicação do Enem já está disponível
Brasil
Bolsonaro diz que não pretende privatizar BB e Caixa
Brasil
Mulher é atacada por homem que fingiu estar com carro quebrado

Mais Lidas

Polícia
Marido espanca e prende esposa dentro de casa
Brasil
Mandetta assume entidade internacional de combate a tuberculose
Cidade
Campanha em Três Lagoas valoriza policiais
Polícia
Irmãos são executados a tiros em bar