O deputado federal, Fábio Trad (PSD/MS), será o relator da comissão especial que analisará a proposta de emenda constitucional (PEC) que discutirá a prisão após condenação em segunda instância, de autoria do deputado Alex Manente (Cidadania/SP). A escolha do parlamentar sul-mato-grossense foi decidida nesta quarta-feira (4).
O relator é considerado estratégico numa comissão, pois é ele é o responsável por fazer o estudo da matéria a ele submetida e apresentar na instância deliberativa (comissão ou plenário) o seu parecer. Seu relatório, portanto, tem função decisiva na votação e na aprovação (ou não) do projeto pelos demais parlamentares.
Em coletiva de imprensa logo após a instalação da comissão, Trad garantiu estar “absolutamente sintonizado com as aspirações da maioria do povo brasileiro, que quer o encurtamento do período de tempo entre a data do crime e o início da pena”, afirmou.
“Percebe-se claramente que a percepção da população brasileira é que há uma distância muito grande, em termos de tempo, entra a data do crime e o início da pena. E isso gera, de fato, uma sensação de impunidade. Então, o objetivo dessa PEC, sem violar a presunção de inocência, é encurtar esse período entre a data do crime e o início da pena”, acrescentou.
O deputado explica como pode encurtar o período, segundo ele, através da alteração dos artigos 102 e 105 da Constituição Federal, no sentido de que o trânsito em julgado, ou seja, o fim do processo ocorra logo após do julgamento nos tribunais regionais. “Isto é, dos tribunais estaduais”, explicou.
Questionado sobre o cronograma da comissão, o deputado disse que os trabalhos devem ser iniciados à partir de fevereiro do ano que vem, mas que tudo dependerá das sessões designadas pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ).
“Juridicamente, dez sessões são mais do que suficientes para amadurecer o meu ponto de vista jurídico-constitucional e oferecer à comissão e ao Brasil um parecer técnico que atenda aos anseios populares e que não viole a cláusula pétrea”, afirmou.
“Temos de fazer uma PEC de forma célere e não apressada, o que é diferente. Atendendo a demanda da população, fazendo com que a execução da pena seja rápida, efetiva, mas sem causar injustiças em relação às pessoas que serão processadas”, finalizou.
A comissão especial é composta por 34 membros titulares e 34 membros suplentes. A escolha dos vice-presidentes do colegiado será feita em uma próxima sessão da comissão. Por 22 votos, o deputado Marcelo Ramos (PL/AM) foi eleito presidente do colegiado.
Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Congresso Nacional retoma trabalhos em fevereiro com 73 vetos de Lula na pauta

Após cirurgia, Lula recebe alta, mas ficará em repouso no fim de semana Lin

Cachorro é morto com dez tiros em frente a ponto de ônibus em SP

Adolescentes suspeitos de matar o cão Orelha voltam ao Brasil

Trabalho escravo e tráfico de pessoas fazem Justiça registrar alta histórica em 2025

Vídeo: Fuga com lulu-da-pomerânia termina na delegacia

Polícia Federal prende suspeito de planejar atentado terrorista no Brasil

Caso Orelha: Justiça dá 24 horas para redes removerem informações sobre adolescentes

CPMI do INSS retoma trabalhos com foco em banqueiros e ouvirá Vorcaro

Fábio Trad tem a missão de fazer o estudo da matéria e apresentar na instância deliberativa o seu parecer (Assessoria)



