O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, comprometeu-se nesta quinta-feira (19) a antecipar a transferência da segunda parcela de R$ 76 milhões da ajuda emergencial para o setor de saúde do município do Rio de Janeiro. Os recursos, que seriam transferidos apenas em janeiro, deverão chegar à prefeitura até o dia 28 deste mês.
Além disso, Mandetta prometeu realizar reuniões semanais para acompanhamento da situação do município. As reuniões contarão com a presença de representantes federais, do estado e do município, além de parlamentares. O ministro descartou a possibilidade de intervenção federal na área de saúde do município.
“Fazendo os esforços, a gente vai antecipar e vai fazer esse repasse ainda neste exercício. Até o dia 28, espero estar com já essa segunda [parcela] depositada”, disse Mandetta, após participar de reunião nesta quinta-feira com a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, e o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos. A reunião contou também com a presença de parlamentares.
Diante da greve de servidores terceirizados da saúde por atraso no pagamento de salários, o governo federal comprometeu-se a transferir R$ 152 milhões à prefeitura. Os recursos são parte do valor que a prefeitura vinha cobrando na Justiça como dívida do governo federal pela municipalização de unidades de saúde a partir de 1995. Esse valor será dividido em duas parcelas. De acordo com o ministro, a primeira parcela, de R$ 76 milhões, já foi depositada.
Segundo Mandetta, para superar a crise na saúde do Rio, é necessário ainda empenho do estado e do município para garantir os insumos necessários aos atendimentos. “Não adianta fazer apenas o pagamento do trabalhador, porque existem ainda os insumos e, em um situação dessas, voltar o trabalhador sem os insumos seria um esforço muito grande que não se traduziria em atendimento para a população.”
Mandetta comprometeu-se também a realizar reuniões semanais com os gestores estaduais e municipais. “Como a gente faz com o paciente, a gente vai acompanhando”, explicou o ministro, que considera necessário discutir as crises sucessivas no Rio. “Isso não se repete em outras unidades da federação”, afirmou.
Para a secretária municipal de Saúde, a situação está sendo resolvida e os pagamentos atrasados estão sendo feitos. “Foi essencial nessa reunião a antecipação desses recursos, que virão em boa hora para suprir não só a questão de salários, como também de insumos”, afirmou. “A gente está trabalhando e vai superar esse momento”, acrescentou.
Mandetta negou a instalação de um gabinete de crise. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que participou da reunião, no entanto, disse que as reuniões semanais constituem a instalação de um gabinete de crise. As reuniões já estão marcadas e começam na próxima semana. Segundo Jandira, o acompanhamento do estado e do governo federal é fundamental para que a saúde do Rio de Janeiro se recupere. “Não acreditamos que o município sozinho vá enfrentar isso”, afirmou a deputada.
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O ministro da Saúde, Henrique Mandetta (Reprodução/Internet)



