A Justiça de Planaltina, no Distrito Federal, determinou a suspensão da carteira de habilitação e do passaporte do ex-senador Valmir Amaral (PP/DF) e de três familiares dele até que paguem uma dívida calculada em R$ 8 milhões em processo movido pela Corporate NPL – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios.
A decisão foi tomada pela juíza Josélia Lehner Freitas Fajardo, da Vara Cível de Planaltina. Ela suspendeu a execução da penhora patrimonial do ex-senador porque já foram realizadas diversas ações com objetivo de localizar bens, mas sem êxito.
O pedido de suspensão da CNH e do passaporte de Amaral foi feito pela empresa que busca receber a dívida. A medida, segundo a juíza, foi tomada depois de esgotados todos os meios para executar bens do ex-senador. Ela apontou indícios de que o devedor possui patrimônio camuflado. Josélia Fajardo anotou que as medidas “são coercitivas, visando compelir o devedor a pagar”.
Na decisão, a juíza destaca ainda que o ex-senador exibe “padrão de vida luxuoso”. Citou carros de alto luxo usados cotidianamente por Valmir Amaral. “Infere-se, portanto, que há ocultação de bens e confusão patrimonial, tudo com o objetivo de frustrar a execução”, pontuou.
Josélia Fajardo argumentou que se os executados não possuem dinheiro para pagar a dívida, também não podem custear viagens ao exterior; e se não possuem veículo, não precisam de carteira de habilitação.
Um dos advogados da Corporate NPL, Caio Gregolin, informou que o crédito foi adquirido junto ao banco BVA em maio de 2007, sendo o ex-senador e familiares garantidores da dívida.
Em 2012, NPL comprou o crédito. Poucas parcelas da dívida inicial, no valor de R$ 5,7 milhões, cujo vencimento final seria em junho de 2013, foram pagas. Em 2012, o crédito foi negociado. No entanto, não houve pagamento.
A decisão referente ao passaporte e carteira de motorista não é definitiva. O ex-senador pode recorrer.
Defesa
A reportagem tentou contato com advogados que acompanham o caso do ex-senador. Um dos advogados, Rodrigo Chaves, explicou que há mais de um ano já não acompanha o caso. A reportagem não localizou o ex-senador ou seu atual defensor.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Governo libera crédito para cidades mineiras atingidas por chuvas

Esposa de Moraes detalha contrato com Banco Master e afirma que nunca atuou no STF

Violência contra mulheres dispara e feminicídio triplica em cinco anos no Brasil, diz CNJ

PRF estabelece calendário de restrições para veículos de carga em 2026

CNJ faz parceria com operadora e envia SMS sobre combate à violência contra mulheres

Senador pede CPI para investigar ministros do STF em caso do Banco Master

Brasileiro, Lucas Pinheiro leva ouro na Copa do Mundo de esqui alpino

Governo abre prazo para convocados do CNU confirmarem interesse em vagas

Defesa confirma morte de Mourão, 'Sicário' de Vorcaro






