O recente aumento de casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas tem colocado em alerta autoridades de saúde e segurança pública em diversos estados do Brasil, principalmente em São Paulo e Pernambuco.
Em São Paulo, o governo já contabiliza 22 casos suspeitos, sendo sete confirmados e cinco mortes, uma já confirmada na capital. No Nordeste, Pernambuco registrou dois óbitos ligados ao mesmo tipo de contaminação. O que mais preocupa autoridades é que as vítimas estão consumindo bebidas com aparência normal, muitas vezes lacradas, sem suspeitar do risco.
Entre os casos mais graves, destaca-se o do Bar Ministrão, localizado na região dos Jardins, zona nobre de São Paulo, onde a Vigilância Sanitária encontrou bebidas compradas sem nota fiscal de vendedores de rua. O proprietário, Zé Rodrigues, alegou desconhecimento sobre a adulteração, afirmando que apenas adquiriu os produtos como vodca de revendedores informais.
A polícia investiga se os bares são cúmplices ou vítimas do esquema, já que muitos empresários podem ter comprado bebidas contaminadas sem saber. As bebidas mais visadas pelos criminosos incluem vodca, gin e whisky, especialmente as de marcas importadas.
As operações policiais já resultaram em ações contundentes: mais de 800 garrafas foram apreendidas em São Paulo em apenas dois dias. No interior do estado, em Americana, a polícia desmontou uma fábrica clandestina com quase 18 mil produtos falsificados, prendendo dois suspeitos. O caso mais emblemático envolve quatro jovens que passaram mal após consumir um gin supostamente importado, vendido por uma adega na zona sul paulistana. O produto parecia original, mas exames confirmaram a presença de metanol, substância altamente tóxica e letal em pequenas doses. As investigações seguem, e as autoridades alertam: desconfie de preços muito baixos e adquira bebidas apenas de fontes seguras.
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