Mais de 22 mil crianças nasceram no Brasil em 2024 sem registro em cartório, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (20). Apesar do número ainda alto, o país atingiu pela primeira vez a menor taxa de sub-registro da série histórica, ficando abaixo de 1%.
O levantamento aponta que 0,95% dos nascimentos registrados no ano passado não tiveram documentação oficial até o primeiro trimestre de 2025. Em 2015, esse índice era de 4,21%. Ao todo, o Brasil teve quase 2,4 milhões de nascidos vivos em 2024.
As maiores dificuldades continuam concentradas nas regiões Norte e Nordeste. Roraima apresentou a pior situação do país, com 13,86% das crianças sem registro civil. Já o Paraná teve o menor índice, com apenas 0,12%.
Um dos dados que mais chamou atenção na pesquisa foi o caso de Junco do Maranhão (MA), onde 70,18% dos nascimentos ficaram sem registro em cartório. Segundo o IBGE, 40 das 57 crianças nascidas no município não tiveram documentação no prazo analisado.
O estudo aponta que a distância até cartórios e dificuldades de acesso em regiões isoladas ajudam a explicar os índices mais altos no Norte do país. Em muitos locais, o deslocamento depende de barcos e longas viagens.
O IBGE também identificou que o problema é maior entre mães mais jovens. Entre mulheres com menos de 15 anos, o sub-registro chegou a 6,1% dos nascimentos em 2024.
A pesquisa mostra ainda que o número de mortes sem registro também caiu no país, atingindo o menor índice da série histórica. Mesmo assim, cerca de 52,5 mil óbitos não foram registrados em cartórios no ano passado.
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