A saída do ministro Waldez Góes Sabino anunciada na quarta-feira (17), integra um acordo político previamente definido em reuniões internas do governo federal. A mudança no comando da pasta faz parte de uma articulação para reorganizar o espaço do União Brasil na Esplanada dos Ministérios e ampliar o apoio parlamentar ao presidente Lula.
Com a saída de Sabino, o cargo deverá ser ocupado por Gustavo Damião, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB). Ao comentar a sucessão, Sabino elogiou o perfil do indicado. “É um jovem muito competente também, capaz”, afirmou. De acordo com apuração do UOL, a permanência do União Brasil no ministério garantiu um acordo para o apoio de deputados da legenda, hoje dividida entre governo e oposição, a Lula no próximo ano.
Nos bastidores, o entendimento é classificado como um arranjo de “ganha-ganha”, especialmente no Nordeste. O governo fortalece palanques regionais, enquanto parlamentares mais alinhados ao Planalto ganham maior autonomia para se associar ao presidente em estados onde ele mantém alta popularidade.
Questionado sobre uma possível incoerência na movimentação política, Sabino evitou comentar críticas e afirmou que a indicação demonstra que o União Brasil “já voltou” ao governo. Segundo ele, o partido tem razões próprias para se afastar ou se aproximar do Executivo. “Há várias possibilidades na mesa, menos o PL”, disse, sem detalhar os próximos passos da legenda.
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Celso Sabino (Kebec Nogueira/Metrópoles)



