De acordo com o Instituto Arara Azul, responsável pelo monitoramento das aves na região, cerca de 480 delas "fugiram" da capital em busca de áreas tranquilas, pois ficaram incomodadas com os fogos de artifícios.
Há seis dias, as aves ainda não retornaram, o que representa 80% das das araras monitoradas em Campo Grande. Segundo a presidente do Instituto Arara Azul e doutora em meio ambiente, Neiva Guedes, as araras-canindés têm uma audição bem desenvolvida e outros animais que vivem no perímetro urbano, também podem ter sido prejudicados pelo barulho dos fogos.
De acordo com o instituto, em 2018, 180 ninhos das araras foram monitorados. Foram contabilizados 150 nascimentos e a atualmente, a maioria dos filhotes já voaram.
Segundo Neiva, no dia 2 de janeiro deste ano, foram monitorados 21 filhotes e neste mesmo dia, os pesquisadores percorreram toda a cidade e conseguiram observar apenas 6 aves do período da manhã até o escurecer. Em dias normais, cerca de 40 animais poderiam ser vistos na capital.
A especialista ainda explica que um grupo de pesquisadores observaram desde a virada de 2018 e notaram a diminuição das aves na região de Campo Grande nesse período em que é mais comum a queima de fogos. Ela ainda ressalta que a volta desses animais deve ser gradativa, ainda nos próximos dias.
Preservação
O projeto Arara Azul começou em 1989 no Pantanal, onde atualmente 108 ninhos de arara-azul são monitorados, principalmente, durante o período de reprodução, que vai até março. Neiva ressalta que o projeto recebe ajuda de voluntários e moradores que percebem a importância de preservar a natureza e os animais, e também orienta em casos de nascimento de filhotes em casas de moradores.
Para informações, o Instituto Arara Azul atende pelo telefone (67) 3222-1205, pelo site ou pela página no facebook.
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De acordo com o instituto, em 2018, 180 ninhos das araras foram monitorados (Divulgação)



