O prefeito Marquinhos Trad disse que não pretende realizar o pagamento de auxílio em dinheiro à população para amenizar o impacto causado pela pandemia da Covid-19. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, na manhã desta terça-feira (11).
Para o prefeito, o melhor caminho são cestas alimentares. “Um auxílio [em dinheiro] gera muitas exclusões, porque precisa peneirar quem pode receber e isso tudo vai demorar, e o estômago não espera”, disse. Existe um projeto da vereadora Camila Jara que prevê o pagamento de um “auxílio municipal”, com pagamento de R$ 300 em três vezes para cerca de 32 mil famílias em situação de vulnerabilidade social.
Apesar de sinalizar que não dará o auxílio, Marquinhos disse que a prefeitura já se reúne para decidir o melhor caminho.
Enfrentamento à pandemia - Durante a entrevista o prefeito ainda lamentou o descaso federal ao enfrentamento da pandemia e ressalta o quanto a capital de Mato Grosso do Sul é destaque nacional. “É triste ver um país que tinha que ter se organizado lá atrás. Tendo que escolher quem vacinar, educadores, jornalistas e uma série da linha de frente tendo que suplicar prioridade”, expõe.
“Campo Grande, de quase 100 mil casos confirmados, 94 são casos recuperados. Prefeitos de outras capitais assumem o quanto aqui é referência no enfrentamento à covid”, pontuou.
Além disso, Marquinhos falou que diante da quantidade de vacinas que o Ministério da Saúde distribui aos estados, Campo Grande tem uma boa parcela da população já vacinada, segundo o prefeito, 310 mil doses já foram dadas aos campo-grandenses.
Ao ser questionado sobre a própria gestão, Trad declarou que a maturidade e experiência são necessárias para cargos executivos. “É necessário equilíbrio, bom coração e humildade. Tem que se ouvir a todos. Na Bíblia mesmo diz, ‘Aquele que domina seu espírito, conquista uma cidade’. Eu sou aberto a ouvir e receber quem quiser”, disse.
“Campo Grande está progredindo porque tem diálogo. Essa abertura é positiva. Porque quando envolve a sociedade, você desenvolve a cidade”, completou o prefeito.
Eleições 2022 - Já sobre ser candidato ao Governo do Estado em 2022, Marquinhos declarou ser sempre transparente a todos os seus caminhos na política. “Nunca esqueci o que palmilhei. Dois anos antes de me candidatar a prefeito, eu declarei que seria candidato. Dois anos da reeleição, assumi que queria a reeleição. Só que agora, nesse ponto, eu não sou candidato nenhum. Nem pré-candidato ao Governo de Estado”, afirmou.
“Estou preocupado em salvar vidas, salvar a população da minha cidade. Só vou pensar em eleição no momento certo, tenho o hábito positivo de honrar meu posicionamento político e isso é, pensar em Campo Grande. Eu fico 24 horas pensando em combater a covid-19”, declarou.
Reviva - Marquinhos comentou sobre o novo Reviva e garante que as obras serão entregues no prazo determinado sem ferir o comércio. “Será necessário intervenções, sim, porque a obra será em todo o quadrilátero da 14, isso vai gerar média de 24 mil empregos. É um contratempo momentâneo que trará benefícios lá na frente”, concluiu.
O prefeito também pediu orações ao Deputado Cabo Almi, que está internado em estado grave em decorrência do coronavírus.
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