O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para apurar a longa espera por avaliação urodinâmica na rede pública de Campo Grande. O tempo médio de espera ultrapassa 35 meses, com 1.393 pacientes na fila, prejudicando diagnósticos e atrasando tratamentos para disfunções urinárias.
O exame urodinâmico analisa o funcionamento da bexiga e do trato urinário inferior, sendo fundamental para identificar incontinência, obstruções e alterações neurológicas. Relatórios enviados ao MPMS indicam que, nos últimos seis meses, o número de procedimentos realizados foi insuficiente para atender a demanda reprimida.
Quatro hospitais estão habilitados para o exame: Santa Casa, Humap/UFMS/EBSERH, Hospital do Câncer Alfredo Abrão e Hospital São Julião. Entretanto, as metas contratuais abrangem diversos exames diagnósticos, sem quantitativos específicos para urodinâmica, e há divergências entre a produção prevista e a efetivamente realizada, além da falta de clareza sobre critérios de regulação e priorização de pacientes.
O MPMS requisitou informações à Secretaria Municipal de Saúde sobre fila, tempo médio de espera, cumprimento das metas e estratégias para ampliar a oferta. A Secretaria de Estado de Saúde e os hospitais contratualizados também deverão detalhar capacidade, produção mensal e limitações estruturais.
O inquérito tramita em regime restrito por envolver dados sensíveis de pacientes. A Promotoria reforça que atrasos prolongados em exames diagnósticos violam o direito constitucional à saúde e podem gerar danos irreversíveis.
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