O pecuarista Jeferson Antonio Seli, de 48 anos e a esposa Norma Vasconcelos, de 45 anos contaram ao JD1 Notícias o motivo que os levou a proibir que o Rally dos Sertões passasse por dentro da fazenda deles no domingo (25) na zona rural de Camapuã, na rota para Costa Rica.
Segundo informado por Norma, a organização da prova não entrou em contato com eles para pedirem a autorização. “Eles foram na propriedade do vizinho, mas não vieram aqui, nós moramos aqui e não veio ninguém”, afirma.
Ela conta que teve vários prejuízos por causa de alguns pilotos que chegaram a atravessar a propriedade. E que até a publicação desta matéria, nesta quinta-feira (29), Jeferson segue fazendo rondas nas redondezas para recuperar gados que ainda estão espalhados.
Norma contou que ela e o pecuarista estavam em um posto de combustíveis abastecendo, quando foram surpreendidos com a notícia. “O vizinho ligou avisando que as minhas porteiras estavam abertas, e que os carros estavam entrando por lá e que meu gado estava escapando para propriedades ao redor. Eu sabia que passariam por Camapuã, mas não dentro da minha fazenda”, explicou.
Seli correu para a fazenda para evitar que mais animais escapassem. “Eu cheguei e fechei a porteira, coloquei uma caminhonete e um trator para ninguém passar. Tive que fechar a fazenda”.
O pecuarista disse que registrou um boletim de ocorrência. “Denunciei à polícia, porque tive prejuízo, estou até agora correndo atrás de boi que fugiu e não sei se terei perda. Crio gado de cria, deixaram quatro porteiras abertas. Se tiver, alguém vai ter que pagar o prejuízo”.
Ele explica que sabe da importância do evento para o munícipio e que se tivessem sido avisados faria o que precisasse para que o Rally passasse com boas recordações pela fazenda dele. “Eu ajudava cuidando dos gados, não iríamos proibir, mas colocaríamos alguém para cuidar, tirava os gados da passagem, jamais faríamos algo para atrapalhar, mas agora estamos com prejuízos e quando falamos nas mídias a empresa diz que estamos mentindo” finalizou Seli.
Organização do Rally
Já Mário Andrada, diretor de Comunicação da empresa que administra o rally, disse ao JD1 que o pecuarista apenas mudou de ideia. “Passamos quatro vezes na propriedade, e nas quatro vezes fomos autorizados, seguimos um roteiro e ele conversou com a equipe e autorizou, no domingo todas as motos e mais27 bugs passaram pela propriedade, ele só fechou a porteira na metade da prova”, explicou.
Andrada ainda explica que dois dias antes do rally chegar, os coelhos como são chamados os responsáveis de verificar os últimos detalhes do local, passaram na propriedade dele. “Depois ele resolveu fechar, e o filho dele deu uma declaração nas redes sociais, falando de sujeira, que deixamos porteiras abertas, e isso não é verdade. A terra é dele, ele pode impedir, mas ele tinha autorizado”, comentou.
“Para o rally, é normal ter mudanças, e isso é comum, mas não é comum ter mentiras, não temos documentos, foi feito igual antigamente, aperto de mãos, mas é uma situação que já passou, ficou no passado. Fim”, finalizou Andrada.
Neste ano, o Rally dos Sertões largou em Campo Grande, passou por Costa Rica (MS), e passa por outros seis estados antes da chegada em Aquiraz (CE). Ao longo do percurso serão nove cidades-base para as equipes de apoio, pilotos e navegadores
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Norma Vasconcelos e o pecuarista Jeferson Antonio Seli explicaram porque barraram o evento na fazenda (Reprodução/Internet)



