Representantes do setor produtivo de Mato Grosso do Sul e empresários apresentaram à Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) demandas do estado que poderão ser inseridas na programação do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para 2020. A reunião para discutir o assunto aconteceu nesta terça-feira (25) na Casa da Indústria, em Campo Grande.
Representante da Fiems no Conselho do FCO, a vice-presidente Claudia Pinedo Zottos Volpini destacou a importância do Fundo para fomentar a indústria do Estado e que as propostas apresentadas irão incentivar a contratação de recursos tanto na modalidade empresarial quanto na rural.
“Ficamos satisfeitos em constatar que existe esta preocupação da Sudeco em ouvir as demandas do setor produtivo e entender melhor a realidade local antes de fechar a programação do FCO, que hoje é uma das principais ferramentas que o empresário tem para acessar recursos que vão financiar a melhoria de seu empreendimento”, analisou Claudia.
Conduziram a reunião representantes dos três entes que administram o FCO – o Governo Federal, Banco do Brasil (agente financeiro) e Conselho Estadual do Fundo, via Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).
A coordenadora-geral de Fundos e Promoção de Investimentos da Sudeco, Luciana Barros, afirmou que a reunião é uma etapa importante da elaboração da programação do FCO. “Esta é uma rodada de escuta. A gente recebe todas as demandas locais das quatro unidades federativas e leva para dentro do Grupo de Trabalho para discutir o que fica, o que sai, o que pode ser alterado. Esse processo reflete a demanda de mercado, nos dando uma direção de onde melhor aplicar o fundo”, disse.
A proposta de programação do FCO para o próximo ano, segundo a coordenadora-geral, considera os marcos previstos pelo governo federal no PNDR (Plano Nacional de Desenvolvimento Regional) e no PRDCO (Plano Regional de Desenvolvimento do Centro-Oeste). O superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Turismo da Semagro, Bruno Gouveia Bastos, destacou que a Secretaria tem objetivos estratégicos alinhados aos planos elaborados pelo governo federal. “Ambos os planos são ousados e vão representar um desafio para que os empresários de Mato Grosso do Sul apresentem projetos inovadores para captação de recursos do FCO, o que vai significar um avanço para o Estado”, disse.
Representando o Banco do Brasil, Sinval da Mata fez um balanço do FCO nos últimos anos, além de apresentar orientações sobre como contratar os recursos do fundo e os principais gargalos para a não aprovação de propostas. “O fato de o FCO estar batendo recordes nos últimos anos só reforça o quanto é um mecanismo fundamental para o desenvolvimento do país. Após uma queda nas contratações em 2016, em 2018 batemos um recorde”, comentou. Segundo os dados da instituição, em 2018 foram liberados R$ 9,4 bilhões em recursos do FCO, enquanto em 2016 o montante total foi menos da metade deste valor (R$ 8,3 bilhões). Após o recebimento das propostas do setor produtivo para o FCO 2020, elaboradas pelo Sebrae/MS e pela Semagro, a Sudeco prevê apresentar uma proposta final de aplicação dos recursos em outubro.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Acusados de matar mulher com golpes de faca enfrentam Tribunal do Júri em Campo Grande

Campo Grande planta novas figueiras na Avenida Mato Grosso para preservar identidade da cidade

Campo Grande ganha novo sistema da Ouvidoria com acompanhamento de demandas e opção de sigilo

Fiems e TCE firmam acordo para ampliar uso de energia renovável entre servidores

Justiça manda prefeitura reajustar tarifa técnica dos ônibus da Capital para R$ 7,79

Feira de adoção terá filhotes de gatos resgatados neste sábado na Capital

Engenheiro reforça protagonismo da alvenaria tradicional frente à construção industrializada

Justiça condena soldado da PMMS por vídeo em rede social com piada gravada em oficina

Evento da Defensoria Pública debate IA e desafios do Direito do Consumidor em Campo Grande

Rpresentantes do setor produtivo e empresários discutiram planos ao FCO na Casa da Indústria em Campo Grande (Assessoria)



