Os odontologistas da rede pública de Campo Grande decidiram, por unanimidade, entrar em estado de greve após a assembleia realizada neste sábado (15) na ABO/MS. A deliberação autoriza o Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS) a iniciar todos os ritos legais de comunicação, negociação e preparativos para uma eventual paralisação, caso a Prefeitura continue descumprindo a decisão judicial que determina o reposicionamento dos profissionais no Plano de Cargos e Carreiras.
O presidente do SIOMS, David Chadid reforça que nesse período ocorrerá a notificação ao Poder público, montagem do comitê de greve, ofícios de notificação para reunião com o gestor, planejamento e números quanto a paralisações e possíveis datas. Uma nova assembleia deve ser feita dentro de 15 dias. "Até lá já teremos varias formalizações necessárias para os próximos passos" .
O presidente do SIOMS, David Chadid, explica que o plano, aprovado em 2020, prometia melhorar a carreira de quem buscasse mais qualificação, como especializações, mestrado e doutorado. Com isso, muitos profissionais investiram dinheiro próprio em cursos, acreditando no compromisso da Prefeitura.
O primeiro reposicionamento estava previsto para 2022 e o segundo para dezembro de 2024. Ambos não foram feitos. O sindicato entrou na Justiça e venceu em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A Prefeitura foi notificada no dia 30 de setembro e teve 45 dias corridos para aplicar o reposicionamento, até agora, nada foi publicado.
Ao todo, cerca de 265 odontólogos podem ser afetados. Com o estado de greve aprovado, o SIOMS passa a comunicar formalmente a Prefeitura, organizar comissão interna e definir como ficará o atendimento para não prejudicar os serviços essenciais.
Procurada, a PGM informou que a manifestação estaria dentro do prazo regular e que “assim que possível será comunicado”.
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Foto: Gustavo Magnusson 



