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Volta do comércio é marcada por mais velhos e pagamento de contas

Mesmo com medo do coronavírus, a maioria alegou estar no centro para pagar dividas

06 abril 2020 - 10h52Gabriel Neves

As pessoas que esperavam um grande fluxo de compradores na reabertura das lojas na Rua 14 de Julho podem acabar se decepcionando, após a assinatura do decreto 14.231 que autoriza a volta do comércio no centro de Campo Grande, uma frase é ouvida da boca de todos “vim para pagar conta”.

É fácil observar as grandes filas que se formaram em frente às lojas e agências bancarias na manhã desta segunda-feira (16), no centro da capital, e a faixa etária das pessoas está longe dos 30 anos.

Apesar das facilidades onlines para pagamento de faturas, muitos alegam não saber “usar essas tecnologias”, como disse um entrevistada que preferiu não se identificar, e acabaram vendo no atendimento presencial, uma alternativa para não se endividarem.

“Eu não sei mexer com esse negócio de celular online, eu moro em fazenda, então eu saí às 5:00 da fazenda, pra chegar aqui às 8:00 e encontrar as lojas abertas, pra poder pagar minhas contas”, disse Vera Lucia, 49 anos.

De acordo com Vera o medo do coronavírus é presente, mas existe a necessidade de pagar as contas, “sou obrigada a vir para não atrasar as contas, porque depois eles falam que a loja abriu e a gente não veio pagar porque não quis, mas não é verdade. Eu tenho idoso em casa, tenho criança, quando eu chego tiro a roupa na varanda e corro para o banheiro tomar banho para depois entrar em contato com eles”, explicou.

“A loja mandou eu pagar pela internet, mas eu não mexo com essa tal internet então vim pagar as contas que já estão atrasadas”, disse Gilson Aldo, 41 anos, que esperava na fila por mais de 1 hora.

Ana Luiza, 47 anos, é arquiteta e estava no centro para pagar uma conta na CAIXA Econômica, de acordo com ela não foi possível realizar a ação online por que os sistemas estavam com problemas, “Eu vim pagar uma conta e agora estou esperando minha irmã pra me dar uma carona porque as lojas estão abrindo e eu não vim pra fazer compras, acho que por causa da crise não sei se alguns serviços de telecomunicações não estão funcionando ou estão sobrecarregados”.

Paulo Henrique, 27 anos, trabalha em um comércio de assessórios para celulares, ele alega que o principal motivo da reabertura da loja é arrecadar para quitar as contas “Pra quem está abrindo aqui no centro, a questão é para pagamento de funcionários, aluguel, água e luz, porque não tem como ficar fechado pagando aluguel”.

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