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Clima

Mesmo com La Niña, 2025 entra para ranking dos anos mais quentes

Acúmulo de gases de efeito estufa mantém temperaturas globais elevadas

14 janeiro 2026 - 12h24Sarah Chaves, com Folhapress

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou nesta quarta-feira (14) que 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta. O dado reforça a análise divulgada pelo serviço Copernicus, da União Europeia, segundo a qual os últimos 11 anos foram os mais quentes da série histórica.

De acordo com a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, mesmo com a influência do fenômeno La Niña no início e no fim do ano, as temperaturas globais permaneceram elevadas devido ao acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, especialmente o dióxido de carbono, proveniente da queima de combustíveis fósseis. Em 2025, as emissões globais de CO atingiram níveis recordes, apesar dos compromissos internacionais de redução.

A análise da OMM, baseada em oito conjuntos de dados climáticos, aponta que o aquecimento médio global em 2025 ficou 1,44°C acima dos níveis pré-industriais, com margem de erro de 0,13°C. Dois bancos de dados classificaram o ano como o segundo mais quente da história, enquanto seis o colocaram em terceiro lugar.

O relatório também destaca que os últimos três anos ultrapassaram, em média, o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris, sinalizando que esse patamar pode ser definitivamente superado até 2029, antes do previsto inicialmente. O aumento das temperaturas tem intensificado eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e ciclones tropicais, ampliando a necessidade de sistemas de alerta precoce.

Os oceanos concentram cerca de 90% do excesso de calor gerado pela atividade humana, tornando-se um indicador-chave da crise climática. Estudo recente aponta que, em 2025, 33% da superfície oceânica global esteve entre as três mais quentes já registradas, e outros 57% entre as cinco mais quentes.

A OMM também alertou para riscos à cooperação científica internacional após o anúncio do governo de Donald Trump de retirada dos Estados Unidos do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima e da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, acordos considerados centrais no enfrentamento da crise ambiental global.

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