Menu
Menu
Busca sábado, 16 de maio de 2026
Camara CG Maio26
Economia

Governo tem déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro

Pé-de-Meia e reajuste de servidores pressionaram contas

30 março 2026 - 18h41Vinicius Costa, com informações da Agência Brasil

Pressionado pelo Programa Pé-de-Meia e pelos reajustes ao funcionalismo público, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – teve déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro. 

O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Tesouro.

O déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas, desconsiderando os juros da dívida pública. Apesar do saldo negativo, houve melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o rombo foi maior: R$ 31,598 bilhões.

O desempenho também veio melhor que o esperado pelo mercado, indicando algum alívio nas contas públicas no curto prazo. A pesquisa Prisma Fiscal, sondagem com instituições financeiras divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, estimava resultado negativo de R$ 34,3 bilhões.

O resultado reflete aumento das receitas, impulsionado pela arrecadação de tributos, mas também crescimento das despesas, especialmente em áreas como Previdência, pessoal e programas sociais.

No acumulado do ano, o governo ainda mantém superávit, graças ao resultado positivo de janeiro, o que ajuda a equilibrar parcialmente as contas.

Fevereiro - Em fevereiro, o resultado negativo foi influenciado por receitas menores do que os gastos totais do governo.

Principais números do mês:

  • déficit primário: R$ 30,046 bilhões;
  • receita líquida: R$ 157,8 bilhões (+5,6% acima da inflação);
  • despesas totais: R$ 187,7 bilhões (+3,1% acima da inflação);
  • diferença em relação a 2025: melhora frente a déficit maior no ano anterior.

Receitas

A arrecadação cresceu em termos reais, ou seja, acima da inflação. Na prática, isso significa que o governo conseguiu arrecadar mais, mas ainda não o suficiente para cobrir todos os gastos.

Entre os destaques:

  • alta na arrecadação de tributos como Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  • crescimento das contribuições para a Previdência Social, refletindo o aumento do emprego formal. 

Esses dois fatores ajudaram a compensar a queda em receitas não administradas, como dividendos de estatais.

Despesas - Os gastos também aumentaram, pressionando o resultado final. O avanço das despesas está ligado tanto a políticas públicas quanto ao aumento no número de beneficiários e reajustes salariais.

Principais altas:

  • educação: R$ 3,4 bilhões a mais (programa Pé-de-Meia);
  • saúde: R$ 1,4 bilhão a mais;
  • pessoal: R$ 2,2 bilhões a mais (reajustes a servidores);
  • previdência: R$ 1,7 bilhão a mais.

Acumulado do ano

No primeiro bimestre, o governo ainda registra resultado positivo por causa do superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro. Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é caracterizado por resultados positivos.

Principais números do ano:

  • superávit primário: R$ 56,85 bilhões;
  • receita líquida: R$ 430,5 bilhões (+2,8% acima da inflação);
  • despesas totais: R$ 373,6 bilhões (+3% acima da inflação).

Meta fiscal

A meta do governo para 2026 é encerrar o ano com superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal permite uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB).

Na prática: 

  • resultado primário pode variar entre zero e R$ 68,6 bilhões de superávit;
  • parte das despesas (como precatórios e alguns gastos com defesa, saúde e educação) pode ser retirada do cálculo.

Na semana passada, os ministérios da Fazenda e do Planejamento divulgaram que, ao considerar todos os gastos públicos, a previsão oficial de déficit está em R$ 59,8 bilhões no ano.

Investimentos

Em janeiro e fevereiro, os investimentos – obras públicas e compra de equipamentos – somaram R$ 9,527 bilhões. Isso representa alta de 49,7% em relação ao mesmo período do ano passado, descontada a inflação.

Reportar Erro
Energisa Michel - Maio26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Caixa já renegociou R$ 820 milhões no novo Desenrola Brasil
Economia
Caixa já renegociou R$ 820 milhões no novo Desenrola Brasil
O setor de serviços liderou a criação de vagas no mês
Economia
Setor de serviços recua 1,2% em março, diz IBGE
Foto: Divulgação
Economia
Suzano e Sesi promovem semana de segurança e saúde no trabalho em Ribas
Revogação da taxa das blusinhas corrige distorções, diz Amobitec
Economia
Revogação da taxa das blusinhas corrige distorções, diz Amobitec
Na prática, o governo vai devolver às refinarias e aos importadores parte dos tributos federais
Economia
Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina
Sul-mato-grossenses devem gastar R$ 356 milhões no Dia dos Namorados
Economia
Sul-mato-grossenses devem gastar R$ 356 milhões no Dia dos Namorados
Foto: Divulgação
Economia
Inocência lidera abertura de vagas industriais em MS no ano
Os eventos reuniram presidentes de federações industriais, empresários e especialistas
Economia
Fiems articula investimentos e apresenta cenário econômico de MS em Nova York
Plataformas gostaram da retirada das taxas
Economia
Lula assina Medida Provisória e zera "taxa das blusinhas"
Entre os itens mais procurados estão perfumes e cosméticos (20%), roupas (9%) e calçados (9%)
Economia
Dia dos Namorados deve movimentar mais de R$ 356 milhões em MS e impulsionar comércio e serviços

Mais Lidas

Lucas Adriano Caniza Santos, o "Lucão" - Foto: Reprodução
Polícia
'Crime não impera', diz comandante do BOPE após morte de líder do CV em Sonora
Tempo permanece instável em Mato Grosso do Sul
Clima
Nova frente fria pode trazer de volta as chuvas em MS nesta quinta
Dinheiro - Foto: Getty Images / BBC
Justiça
Devedores terão contas bloqueadas mais rápido após acordo entre CNJ e bancos
Família de criança que morreu atropelada pede ajuda para velório na Capital
Polícia
Família de criança que morreu atropelada pede ajuda para velório na Capital