Durante um encontro com empresários argentinos e brasileiros e integrantes do governo federal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, considerou uma moeda única chamada "peso-real" no continente latino-americano.
Segundo Guedes, é possível que haja no futuro cerca de cinco moedas no mundo e a integração na América Latina poderia levar a essa moeda única. Ele não citou um prazo para tanto.
Questionado se tinha como fazer a moeda de maneira rápida, Guedes falou "claro que tem gente, tem jeito de fazer tudo na vida", completou. Guedes afirmou que é preciso ajustes fiscais dos países envolvidos.
Ao mesmo tempo disse que é preciso aceitar riscos como a Alemanha assumiu na União Europeia e acabou por ganhar competitividade, um dos países com economia mais bem-sucedida no mundo.
Questionado se o Brasil então poderia virar uma Alemanha no contexto da América Latina, Guedes respondeu "você concluiu bem o Brasil engoliria a Argentina e os outros países da região”.
O tema foi tratado em reunião em Washington D.C. com a equipe econômica argentina quando da visita do presidente Jair Bolsonaro, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Integrantes da equipe, como o ministro da Economia, Nicolás Dujovne, inclusive, já teriam tratado novamente do assunto com Guedes há algumas semanas no Rio de Janeiro.
O conceito teria sido discutido entre Guedes e equipe, mas a aplicação imediata descartada. O governo brasileiro sabe que pelo grupo de Macri, a ideia já seria lançada nos próximos meses a tempo das eleições de outubro na Argentina.
Macri gostaria de se recolher com a possibilidade perante uma população que não confia no sistema bancário de seu país e, em tese, se sentiria mais confortável com um Banco Central em comum.
Após a reunião em Buenos Aires, o Banco Central lançou nota negando que a moeda única esteja em estudo. O texto teria sido escrito por um secretário de Guedes em viagem com o ministro em Buenos Aires para acalmar os ânimos do empresariado brasileiro.
Um integrante da equipe econômica disse que a nota foi redigida durante o jantar da comitiva brasileira na embaixada do país em Buenos Aires, e que o presidente do Banco Central, Roberto Campos, "ligou apavorado", dizendo "estar o maior tumulto" no Brasil, com pessoas do setor econômico ligando para ele.
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Segundo Guedes, é possível que haja no futuro cerca de cinco moedas no mundo (Reprodução/Internet)



