O aumento do preço do diesel já reflete no custo dos alimentos comercializados na Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS). Comerciantes e transportadores relatam que a alta do combustível, somada às regras da tabela de frete mínimo, tem pressionado toda a cadeia logística, com impactos que podem chegar ao consumidor final.
Cerca de 85% das mercadorias da Ceasa/MS vêm de outras regiões do país, o que torna o entreposto especialmente vulnerável às oscilações do preço do diesel. Produtos vindos de estados distantes, como Pará e Paraíba, encarecem ainda mais o transporte rodoviário, principal modal utilizado para levar frutas, verduras e legumes até o centro de distribuição.
O aumento do diesel, de aproximadamente R$ 2,00 por litro nos últimos meses, elevou o custo do frete, que representa entre 15% e 20% do valor final de uma carga. Um exemplo recente é o abacaxi pérola, cuja cotação subiu 7,66%, de R$ 120,00 para R$ 130,00, refletindo diretamente no preço do transporte.
Além da alta do combustível, a tabela de frete mínimo, regulamentada pela ANTT, limita negociações e estabelece valores mínimos obrigatórios para o transporte de cargas. A lei prevê multas de até R$ 10,5 mil por operação irregular, além de indenizações ao transportador, garantindo que o custo do frete não seja inferior ao piso estabelecido.
O cenário preocupa comerciantes, que já percebem redução no ritmo de vendas. Segundo operadores do setor, o encarecimento logístico tende a pressionar os preços nas próximas semanas, podendo impactar o volume comercializado e o poder de compra do consumidor.
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Preços subiram com a alta do diesel (Divulgação/Ceasa-MS)



