Adversários na noite desta quarta-feira, São Paulo e Flamengo estão no centro da discussão sobre preços dos ingressos no cenário de novas arenas pelo país. Os são-paulinos foram criticados pelas promoções que reduziram os valores das entradas até a R$ 2,00. Os rubro-negros são criticados pela majoração dos ingressos da final da Copa do Brasil, que atingem R$ 800,00.
Comparar esses dois valores não seria justo por conta da discrepância de circunstâncias. Mas o blog do Rodrigo Mattos, do Uol, fez um levantamento sobre o preço médio de ingresso de todo o segundo semestre dos dois clubes, quando passaram a adotar essas políticas. E a diferença é brutal: o Flamengo cobra 213% a mais pelas suas entradas em relação ao São Paulo.
Em 20 jogos como mandante, do Brasileiro e da Copa do Brasil, o preço do bilhete médio das partidas da equipe carioca foi de R$ 48,8. Foram incluídos na conta os dois clássicos com o Vasco, em Brasília, que tiveram rendas divididas e preços decididos em conjunto - a final contra o Atlético-PR está fora da lista. Ressalte-se ainda que foi considerado o público que entra gratuitamente nos jogos no Maracanã. Eles representaram 10% das pessoas e reduziram o valor médio.
Em 17 partidas, o São Paulo teve um ingresso médio a R$ 15,6. Ressalte-se também que, em terras paulistas, o público que deixa de pagar é consideravelmente menor do que no Rio de Janeiro. Crianças até sete anos, por exemplo, pagam no Morumbi, o que não ocorre em setores do Maracanã. Sequer há registros das gratuidades nos borderôs, portanto, não houve efeito no geral.
Não foram só incluídas partidas promocionais nesta conta, onde também entraram jogos como a final da Recopa, diante do Corinthians, que teve bom público.
Com o seu ingresso inflado, o Flamengo teve uma renda bruta em seus jogos de R$ 32,4 milhões neste segundo semestre para um público total de 663.611.
Já o São Paulo, com apenas três jogos a menos, arrecadou menos de um quarto deste valor, com um total de R$ 7 milhões. Sendo que o seu público total foi 451.161.
As médias de pessoas por partida dos dois clubes não têm uma diferença tão grande. O time rubro-negro levou 33.181, enquanto a equipe são-paulina teve 26.539.
De todos esses números, tão discrepantes, as duas diretorias entendem ter aplicado as políticas de ingressos corretas.
Dirigentes do São Paulo planejam estender a promoção ao Paulista. Dentro da cúpula são-paulina, há um consenso de que o movimento trouxe de volta o torcedor ao estádio. A receita de bilheteria é minimizada por representar apenas cerca de 10% do total do clube no ano.
Já a diretoria rubro-negra avalia que os preços devem seguir a prática de mercado, em que, quando há maior procura, o preço sobe. A intenção do Flamengo é transformar a bilheteria em uma receita significativa dentro do seu orçamento. Até porque o clube precisa do dinheiro para cobrir rombos financeiros gerados por dívidas e altos gastos no futebol.
É irônico perceber que o Flamengo, clube mais popular do Brasil, adotou uma política elitista em relação a ingressos. Já o São Paulo, clube de boa parte da aristocracia paulistana, optou por uma linha popular.Reportar Erro
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