O futebol sul-mato-grossense tem ganhado força e diversidade graças à presença de mulheres que atuam em diferentes funções dentro do esporte. Delegadas, técnicas e dirigentes vêm conquistando espaço, mostrando que paixão, dedicação e competência não têm gênero. Em Campo Grande, exemplos como Evelyn Heloize, delegada da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, e Romilda Campos, técnica do feminino no Clube Taveirópolis, mostram como o protagonismo feminino está transformando o futebol estadual.
“Eu sou delegada da federação, nada mais nada menos que a representante do nosso presidente dentro do campo de jogo, cuidando das regras e da segurança do jogo. A função do delegado é essa”, explica Evelyn Heloize.
Sobre os desafios de atuar em um ambiente ainda majoritariamente masculino ela afirma que ainda é algo presente. “É um pouco de desafio, porque traz um pouco de preconceito, mas a mulher consegue entrar e desempenhar o mesmo papel do homem, com muito respeito. Vejo que é algo desafiador, mas não impossível, e a gente vem se destacando no trabalho que estamos fazendo”, celebra.
Com dois anos de experiência, Evelyn já participou de campeonatos femininos, infantis e seriados, para ela, a motivação de continuar nessa caminhada é única: paixão por futebol. “Já tive algumas experiências ruins, justamente por ser mulher, mas soubemos nos portar, resolver e agir conforme manda a profissão. O que me motiva a continuar é o amor pelo futebol. Amo futebol, amo pessoas e gosto muito de estar lá”, concluiu.
Para Romilda Campos, técnica do feminino no Clube Taveirópolis, a evolução das mulheres no esporte tem sido notável. “Estão conquistando esse espaço, ainda que alguns ainda tenham preconceito. Mas a mulher no futebol está se desenvolvendo muito mais rápido do que eu esperava. É maravilhoso ver meninas de 10, 12, 13 anos jogando, e as mães apoiando e incentivando seus filhos a praticarem o esporte”, conta.
A técnica acumula cerca de 25 anos de experiência no futebol e observa mudanças importantes. “De lá pra cá, houve muito desenvolvimento. O futebol feminino cresceu bastante, e ainda tem muito a crescer. Hoje, as pessoas não têm mais vergonha de jogar. Existe liberdade total para participar do esporte, algo que antes era impensável”, relembra.
Histórias como as de Evelyn e Romilda demonstram que, no futebol sul-mato-grossense, a presença feminina vai muito além de números, é uma força transformadora que inspira novas gerações e ajuda a construir um esporte mais inclusivo, diversificado e inovador.
COPA FEMININA
O Brasil será sede da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027, marcando um momento histórico para o esporte no país e no continente. Esta será a primeira vez que o torneio acontece no Brasil e também a primeira edição realizada na América do Sul.
A escolha do país foi anunciada em maio de 2024 durante o Congresso da FIFA, após o Brasil superar a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda. A competição está marcada para acontecer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e reunirá 32 seleções de todo o mundo, seguindo o formato mais recente do torneio.
A expectativa é que o evento impulsione ainda mais o crescimento do futebol feminino no país. A Seleção Brasileira Feminina de Futebol chega ao torneio com o objetivo de conquistar um título inédito, já que o melhor resultado do Brasil na competição foi o vice-campeonato em 2007.
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Mulheres estão cada vez mais inseridas nos gramados (Arquivo Pessoal)



