Uma equipe de atletas de refugiados vai disputar nas modalidades de atletismo, natação e judô pela primeira vez na história das Olimpíadas. Eles não se apresentarão com as bandeiras de seus países de origem, mas com a do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A finalidade dessa participação especial nos Jogos Rio 2016 é chamar a atenção do mundo esportivo para o problema dos refugiados.
O Ministério da Justiça e Cidadania (MJC) atua na proteção dos refugiados no País e apoia iniciativas de inclusão dessas pessoas. O relatório do Sistema de Refúgio Brasileiro, divulgado em maio, aponta a existência de 8.863 refugiados no Brasil em 2016. Os dados são do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), ligado à Secretaria Nacional de Justiça e Cidadania.
A equipe
Os dez integrantes da inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados tiveram que deixar seus países devido às consequências de guerras e crises humanitárias e vivem no Brasil, Alemanha, Quênia, Luxemburgo e Bélgica. A equipe é composta por dois nadadores sírios, dois judocas congoleses, um maratonista etíope e cinco corredores sul-sudaneses.
A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) é parceira do Comitê Olímpico Internacional nesta iniciativa. A partir de uma solicitação do COI, a Acnur identificou refugiados em todo o mundo com experiência esportiva e encaminhou os nomes à instituição esportiva.
O Comitê então atuou junto às federações e aos comitês nacionais em um programa de treinamento dos atletas, chegando à seleção dos dez refugiados - que se encontram no Rio de Janeiro - entre 43 candidatos. Outros atletas já competiram independentemente, porque seus países haviam sido banidos das Olimpíadas ou porque o país não possuía um time nacional.
“A equipe fará o mundo ficar mais consciente da causa do refúgio, mostrando que todos podem contribuir para a sociedade", afirmou o presidente do COI, Thomas Bach, durante sessão de apresentação da equipe de refugiados no Rio de Janeiro.
"A iniciativa de compor um time de refugiados é um reconhecimento aos desafios enfrentados por aqueles que precisam recomeçar em outro país. Esses atletas dão voz aos mais de 60 milhões de refugiados no mundo inteiro, para que continuem perseguindo seus objetivos, apesar das adversidades", reconhece o secretário nacional de Justiça e Cidadania do MJC, Gustavo Marrone Sampaio.
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