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60 animais são empalhados para acervo do museu de Corumbá

13 dezembro 2017 - 13h47Da redação com assessoria

A PMA encerra nesta quarta-feira (13) as aulas práticas do curso de Taxidermia (empalhar) de Animais Silvestres e Educação Ambiental, do qual participam 30 alunos, sendo 22 policiais de 10 Estados e mais uma Boliviana estudante da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que acabou de concluir o Mestrado em Corumbá e outras pessoas de instituições parceiras.

Desde ontem começou a principal parte do curso, que é a disciplina de Educação Ambiental, quando ocorrem discussões sobre a Educação Ambiental no Brasil e sobre a aplicação e andamento das Leis das Políticas Estaduais sobre o tema. Em seguida, os participantes de cada Estado apresentam os projetos de Educação Ambiental que são desenvolvidos pelas PMAs, visando a possível adaptação de trabalhos que um estado está desenvolvendo, para serem aplicados em outros.

O VII curso de Taxidermia (empalhar) de Animais Silvestres e Educação Ambiental, que ocorre no hotel Pesqueiro Anzol de Ouro, em Ladário, teve início dia 5 e encerra nesta quinta-feira (14.12), às 14h, com solenidade de inauguração do museu de Educação Ambiental da PMA de Corumbá, localizado à rodovia Ramão Gomes, km 1,5, nas proximidades da fronteira Brasil-Bolívia.

Neste ano participam 30 pessoas. Além de policiais militares ambientais de MS, participam Policiais Militares Ambientais de mais 10 estados, procedentes do Maranhão, Piauí, Paraíba, Paraná, Alagoas, Santa Catarina, Espírito Santo, Amazonas, Pará e Rondônia.

Também participam pessoas de instituições parceiras da PMA nos trabalhos de Educação Ambiental: uma estudante da UFMS de Corumbá, um funcionário da empresa Caimasul (criação de jacarés) e a diretora do Instituto das Águas da Bodoquena (Iasb)

Já foram taxidermizados 42 animais de um total de 60 que serão concluídos hoje, entre eles, duas onças-pintadas mortas por atropelamento, uma onça-parda, lobo-guará, um tatu-canastra de 32 kg e mais várias aves, jacarés e peixes.

A Taxidermia aplicada à Educação Ambiental pela PMA de MS

A ideia desse tipo de trabalho de taxidermia é montar museus itinerantes de Educação Ambiental para se ter um atrativo às crianças e adolescentes para discutir as razões que levaram aqueles animais a estarem mortos e não na natureza. Trata-se de uma forma bastante didática, que tem fundamentado e tornado os trabalhos na área de Educação da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul extremamente requisitados, até porque, o museu de fauna itinerante é somente uma das oficinas utilizadas.

Os trabalhos envolvem ainda oficina de reciclagem (discute-se – resíduos sólidos), do ciclo da água (discute-se recursos hídricos), a casinha da energia (discute-se sobre energias e seus impactos, bem como energias renováveis e limpas), plantio de mudas nativas (discute-se – desmatamento, assoreamento, importância da flora etc.), além do teatro de fantoches, em metodologia que permite ao atendido ter a noção de que o ambiente é um sistema complexo e, cada ente afetado, pode causar uma reação em cadeia, prejudicando todo esse complexo e, enfim, o homem nessa cadeia.

Além disso, cada oficina tem um panfleto com informações básicas, que são distribuídos aos professores, para que deem continuidade aos temas. 

 

 

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