O delegado, Paulo Sérgio Lauretto, da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), fez, na manhã desta segunda-feira (14), o segundo pedido de prisão preventiva contra Deivid Almeida, 38 anos, acusado de matar o menino Kauan Soares, de 9 anos.
Conforme o delegado, o suposto criminoso será indiciado por ocultação de cadáver e estupro de vulnerável seguido de morte. As penas, somadas, podem chegar a 33 anos de prisão. Além desses crimes, Deivid vai responder também pelos abusos de mais oito adolescentes, que pode render a ele 85 anos de regime fechado, totalizando 118 anos.
De acordo com o Lauretto, Almeida estava preso devido ao primeiro inquérito onde é acusado de abusar de outros menores. O segundo pedido se refere ao inquérito que investiga a morte de Kauan.
“Depois da primeira prisão, as investigações continuaram e durante o decorrer das averiguações tivemos os indícios que nos levaram a pedir a segunda prisão temporária pelo prazo de 30 dias, que foi concedida pelo poder judiciário”, explicou o delegado.
Lauretto afirma que o pedido foi baseado nas provas encontradas, pelos investigadores, na casa de Deivid. O delegado não descarta a possibilidade de fechar o inquérito sem a localização do corpo.
“Tudo foi baseado no sangue humano encontrado na casa do acusado, no depoimento do adolescente envolvido no caso e mais as testemunhas. Então temos todas essas evidências. E agora temos 30 dias para fechar tudo”, comentou.
Menino foi morto em junho
De acordo com as investigações, Kauan Soares foi morto na noite do dia 25 de junho na casa de Deivid Almeida, no Bairro Cophavilla II. O suposto estuprador contou com a ajuda de um adolescente de 14 anos que contou tudo à polícia.
Lauretto comentou ainda que as buscas pelo corpo de menino podem continuar na medida em que novas informações surgirem. Deivid está preso no Presídio de Trânsito de Campo Grande.

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Delegado Lauretto durante coletiva na DPCA 



