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Brasileiro vence "Oscar da ecologia" com projeto sobre botos

Prêmio equivalente a R$ 300 mil e será investido para aumentar o alcance do projeto no estado

18 julho 2021 - 10h11Marcos Tenório

O biólogo brasileiro Pedro Fruet, de 40 anos, está entre os sete ganhadores do prêmio Whitley Awards 2021, conhecido como o Oscar da Ecologia.

Ele desenvolveu um trabalho que promove a preservação de botos, ameaçados pela pesca em Rio Grande, região sul do Rio Grande do Sul. O prêmio equivalente a R$ 300 mil e será investido para aumentar o alcance do projeto no estado.

Pedro atua como secretário do Meio Ambiente do município e quer diminuir em 40% o índice de mortalidade dos animais nos próximos cinco anos.

Ameaça de extinção

O trabalho dele teve início em 2007, quando ajudou a fundar a ONG Kaosa, que abriga botos que vivem na região.

A espécie é ameaçada de extinção, principalmente pela pesca. Em 2012, uma zona de proteção foi instituída para preservar os botos, mas os animais continuaram ameaçados.

Hoje, a taxa de mortalidade de botos é de 6 por ano. Esse índice é considerado elevado, visto que temos apenas 600 animais em nosso ecossistema.

“Os golfinhos continuavam morrendo, e o pescador estava sendo preso e perseguido pelos órgãos de fiscalização, que estavam fazendo o trabalho deles. Estavam colocando energia e dinheiro do poder público nisso, e no fim das contas o problema persistia”, disse o biólogo.

Estratégia social

O projeto do Pedro, que rendeu o prémio, prevê treinar 50 pessoas para disseminar informações sobre a preservação dos botos.

Ele também quer criar um aplicativo, no qual as pessoas possam acessar materiais informativos, gráficos e pesquisas sobre a espécie.

Além disso, Pedro planeja fazer um mapeamento da população de botos. “A gente vai sair de barco, fazer esse monitoramento. Pelas marcas nas nadadeiras, é possível estimar o tamanho da população, quantos filhotes tem por ano, quando é que uma fêmea começa a reproduzir”, explicou.

E ele contou o motivo dessa paixão pelos botos.

“Os botos são criaturas maravilhosas e têm a capacidade de nos mostrar que podemos desfrutar do mundo em harmonia com animais selvagens. Acredito que, ao promovê-los a uma espécie emblemática, podemos proteger todo o ecossistema e melhorar a vida das comunidades locais”, disse em entrevista à Prefeitura municipal do Rio grande do Sul.
 

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