Com o pânico causado pelo aumento de casos da Covid-19, e possibilidade de medidas restritivas mais exigente como o lockdown, lojistas de Campo Grande garantiram junto ao prefeito Marquinhos Trad que ninguém deve ser pego de surpresa.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Adelaido Vila, afirmou que a reunião com o prefeito se fez necessária diante do movimento de angustia da classe produtiva, e aumento da preocupação da categoria. “Sabendo que o Brasil inteiro vive esse drama do aumento de casos da Covid, e a gente percebeu que o movimento comercial em geral, tanto de contratação quanto de compra de estoque começou a cair, justamente por essa ansiedade, pelo medo de um fechamento repentino’, explicou.
Adelaido declarou que os trabalhadores precisam de previsibilidade. “Procuramos o prefeito para poder confirmar essa informação para trabalhar com segurança. Já pensou o lojista comprar um estoque de produtos perecíveis, e no outro dia fecha a cidade, ai ele perde tudo e não consegue vender nada, muita gente deixou de adquirir produtos e comprar por isso”, analisou também que o lockdwon pode não ser eficiente se as pessoas não se cuidarem.
“Se colocar esse trabalhador em casa preso, corre um risco de maior contaminação do que quando ele trabalhando, e isso a gente tem informações até científicas’, disse e deu como exemplo o Shopping Campo Grande. “O grande shopping tem em média 10 mil pessoas por dia entre fornecedores e trabalhadores, desse grupo apenas 18 foram contaminados , já estão curados e tratadas. Quando se trabalha dentro de um ambiente usando todos as medidas de biossegurança, a probabilidade de contaminação é muito pequena”, afirmou.
Já o prefeito reafirma que não deve haver um lockdown agora. “Campo Grande vem se mantendo num nível alto de ocupação de leito, toda via estável, a cidade acolhe pacientes da macro-região e até de outros Estados, mas nesse momento não há lockdown".
O prefeito garantiu que qualquer decisão vai de encontro com o que for orientado pelo grupo técnico de prevenção e cuidado a Covid e vai ser alertada. “Vamos atender a decisão da ciência, mas antes de pegar qualquer comércio de surpresa, nós vamos reunir com a CDL, com a Associação Comercial, Ministério Público, OAB, Câmara dos vereadores, e técnicos para delimitar o prazo de um lockdown se necessário for”, afirmou Marquinhos como forma de discutir juntos e amenizar o impacto da medida que for tomada.
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