Brinquedos pedagógicos produzidos por detentos da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande agora contribuirão para o aprendizado e diversão de crianças do Centro de Educação Infantil (Ceinf) “Mary Sadalla Saad”, no bairro Estrela Dalva 2. O projeto da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), realizado por meio da direção do presídio, existe há mais de um ano e já ajudou várias instituições de ensino e sociais.
A iniciativa consiste em associar o trabalho filantrópico ao de reinserção de custodiados da Máxima, pois leva ocupação produtiva e novos valores pessoais aos detentos. Eles aprendem a transformar sobras de madeiras, que iriam para o lixo, em jogos educativos, carrinhos e demais brinquedos, ajudando a incentivar o estudo nas séries iniciais e a despertar a atenção e os sentidos dos pequenos.
A doação ao Ceinf do Bairro Estrela Dalva 2 foi realizada na manhã desta quarta-feira (19), com 50 peças entregues, que ficarão disponíveis na brinquedoteca do local. O centro educacional atende atualmente a 164 crianças, entre 0 e 5 anos.
A entrega foi feita pelo diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, acompanhado do diretor de Assistência Penitenciária, Gilson Martins, do diretor da Máxima, João Bosco Correia, do chefe de Gabinete, Dumas Torraca e dos servidores Marli Guerino, Flávio Marques, Thiago Leite e Maísa Rocha. O grupo foi recebido com festa pelos baixinhos, que não se contiveram e começaram a brincar no mesmo momento.
“Foi possível ver a alegria e satisfação no rosto de cada um, é muito bom participar de momentos como este”, declarou o diretor-presidente da Agepen durante a entrega. Ele também doou uma gaita, de sua propriedade, a um menino que demonstrou interesse pelo instrumento de sopro. Para Stropa, “esta iniciativa da direção e servidores da Máxima é mais uma demonstração do esforço da autarquia em realizar boas práticas de ressocialização, com a utilização positiva da mão de obra prisional”.
Segundo a professora do Ceinf, Patrícia Monteiro, os brinquedos serão utilizados durante as atividades lúdico-pedagógicas. “Estamos muito felizes com a doação, é tudo muito colorido e bem feito, até por ser de madeira acaba sendo mais resistente que os de plásticos que achamos nas lojas”, elogiou.
Além da beleza, existe todo um cuidado quanto à funcionalidade e segurança dos brinquedos, conforme explicou o diretor da penitenciária, João Bosco Correia. “Não tem peças pequenas e é tudo feito com cola, não usamos pregos, para garantir que não haja risco das crianças se machucarem”, comentou.
De acordo com o dirigente, a ideia de produzir brinquedos na penitenciária partiu do agente penitenciário Vinícius Saraiva de Oliveira, que tem experiência na área educacional. “Desde então, o projeto tem sido muito gratificante para os custodiados e para os servidores do presídio”, afirmou Bosco.
O exemplo da iniciativa realizada na Máxima tem sido um dos direcionamentos da Agepen no trabalho de tratamento penal desenvolvido, conforme o diretor de Assistência Penitenciária, Gilson de Assis Martins. “Por meio da nossa Divisão de Trabalho, temos buscado fomentar a ocupação prisional em prol de áreas sociais, refletindo diretamente em benefícios para a população”, comenta. “Procuramos envolver os internos nesse processo para conscientizá-los e incutir neles novos valores, o que contribui diretamente para a não reincidência no crime”, assegurou Gilson.
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