A Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), através de seu presidente Jonatan Pereira Barbosa, está empenhada em elucidar um mistério e buscar uma justificativa plausível para o fato de que enquanto a arroba do boi gordo em Mato Grosso do Sul está variando entre R$ 130,00 e R$ 132,00, no Paraguai a arroba do boi está no patamar dos R$ 165,00. Para Jonatan, a única justificativa é que animais comprados em MS estão sendo abatidos e contrabandeados para o País vizinho.
Segundo o presidente da Acrissul, que está acompanhando pesquisas feitas pela Iagro e pela Semagro MS, já houve a interdição de um frigorífico em Concepción, no lado paraguaio. E as suspeitas recaem sobre uma outra planta em Pedro Juan Caballero (Paraguai), que inclusive estaria sendo vendida para um grupo brasileiro.
"Existem 23 mil arrobas andando em carretas sem documento por estradas sul-mato-grossenses prontas para desembarcar em Pedro Juan Caballero e de lá a carne é vendida para outras localidades dentro do Paraguai. E a R$ 165,00 a arroba", levanta Jonatan.
A movimentação já começa inclusive a incomodar também o vizinho Estado do Mato Grosso, hoje detentor do maior rebanho bovino de corte do Brasil. Por aqui a Acrissul vai continuar vigilante e empenhada em recuperar o mercado sul-mato-grossense, que vem sofrendo desde o ano passado com uma sequência de fatores adversos, como a Operação Carne Fraca, a volta do Funrural e os escândalos envolvendo a delação premiada dos Irmãos Batista, donos do Grupo JBS, que inclusive opera no Paraguai.
Jonatan Barbosa lembra que Mato Grosso do Sul é considerado o Estado com a melhor carne bovina do Brasil, resultado de décadas de investimentos dos produtores em manejo nutricional e sanitário, em recuperação de pastagens, em melhoramento genético e em boas práticas agropecuárias, o que capacitou o setor a produzir uma carne que é exportada para o mundo todo, atendendo aos mais exigentes mercados.
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