Um grupo de mulheres de Anastácio, cidade distante 134 quilômetros de Campo Grande, uniu-se para buscar alternativas de renda para a famÃlia. A maioria das mulheres são esposas de trabalhadores rurais, elas formaram uma associação há sete anos e só trabalhavam com artesanato, agora o cultivo de orquÃdea faz parte das atividades das mulheres.
A região é considerada a porta de entrada para o Pantanal, o municÃpio possui quase 25 mil habitantes e é banhado pelo rio Aquidauana. A base da economia da região é a agropecuária e o turismo.
A Associação das Mulheres Independentes Ativas (Amina) é formada por mais de 70 mulheres. Foi fundada em 2004 em uma casa alugada, hoje elas estão construindo a sede própria. "Nós pretendemos crescer mais e trazer mais sócias para dentro da associação e abranger mais gente, principalmente as integrantes do grupo que não estão aqui dentro porque ainda não terminamos a construção", conta Nilma da Silva, presidente da Amina.
Uma busca por fonte de renda alternativa incentivou as mulheres a criarem a associação. No inÃcio elas produziam pão caseiro, porém a falta de equipamentos impediu a continuidade do trabalho. A segunda opção foi o artesanato e a partir daà elas não pararam mais.
O local virou ponto de turismo, espaço para cursos de pintura e corte e costura. Três gerações como a da famÃlia Camargo, aprenderam um ofÃcio na associação e aumentaram a renda da casa. "O curso durou uns três meses, aà eu passei a ser professora, ensinei bastante jovens, senhoras e até minha vó que está fazendo curso aqui", conta Ediene Camargo, 15 anos.
"Eu via os chinelinhos que ela fazia, achava muito bonitos aà eu resolvi aprender com ela para eu poder fazer também e vender", diz a avó de Ediene, Almerinda Camargo.
A possibilidade de ganhar um dinheiro extra não foi o único motivo que despertou o interesse da famÃlia. "A gente aprende muita coisa, agente ensina muita coisa então é muito bom estar aqui na associação", afirma a mãe de Ediene, Maria José Camargo, costureira.
O grupo produz hortaliças que são para o próprio consumo, o excedente é vendido na comunidade. E há quatro anos foi montado um orquidário e as mulheres começaram a produzir orquÃdeas, a comunidade doou as primeiras mudas e algumas matrizes foram compradas com o dinheiro obtido com a venda do artesanato.
Para aprender a lidar com as plantas as mulheres fizeram um curso de três dias. "Ela é a princÃpio, uma flor delicada, mas com cuidado não é tão difÃcil assim de manter uma orquÃdea na sua casa", conta Viasul Bernardes, artesã.
O orquidário já tem mais de 200 mudas de 12 variedades, as orquÃdeas fascinam as pessoas há milhares de anos. São plantas delicadas que proporcionam beleza e elegância em qualquer ambiente. "É um planta muito querida, eu sou muito chegada nelas", conta Maria Barbosa, aposentada.
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Orquidário vertical 



