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Defesa de PRF que matou empresário diz que provas irão desmentir depoimentos

Seis testemunhas de acusação e duas vítimas foram ouvidas na tarde de hoje

05 abril 2017 - 17h00João Gabriel Vilalba

Foi realizada na tarde desta quarta-feira (5), a primeira audiência do caso do policial rodoviário federal Hyum Su Moon, acusado de matar o empresário Adriano Correia do Nascimento em uma briga de trânsito, no dia 31 de dezembro do ano passado. Segundo a defesa do policial algumas informações passada durante o depoimento da acusação serão contestadas com provas na próxima audiência.

Foram ouvidas seis testemunhas de acusação e outras duas vítimas que estavam na caminhonete no dia do crime. De acordo com o advogado de defesa do policial, Renê Siufi a audiência foi positiva e proveitosa já que, segundo ele, há divergência entre os que as testemunhas disseram nesta tarde e as provas que possui. “Foi tranquila! As testemunhas relataram que o policial ergueu a arma, mas é mentira. Tenho provas e até vídeos que vou apresentar na próxima audiência”, relatou Renê Siufi. 

O advogado comentou ter provas que ainda não foram divulgadas pela Polícia.”Como estão em segredo de justiça não posso falar mais detalhes, mas tenho provas de que o empresário estava alcoolizado, entre outros detalhes que ainda não foram colocadas na mesa. Devo apresentar tudo que tenho em mãos, na próxima semana”, comentou.

A próxima audiência está marcada para os dias 11 e 12 de abril, no Tribunal de Júri, em Campo Grande. Nestes dias estão marcadas as entrevistas de três peritos criminais e mais dois delegados que prestarão depoimentos como testemunhas de juízo, além do depoimento do próprio Hyum Su Moon .

Relembre o caso

Na madrugada do dia 31 de dezembro do ano passado, o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, foi acusado de atirar sete vezes contra a camionete onde estava o empresário Adriano, Agnaldo Espíndola da Silva, de 48 anos, um jovem de 17 anos.

Adriano foi atingindo em diversas regiões vitais, perdeu o controle do veículo e bateu em um poste. Ele morreu no local. O motivo inicial teria sido uma fechada da camionete do empresário no carro policial.

Segundo a investigação, o policial seguia pela avenida Ernesto Geisel e quando passava pela rua Pimenta Bueno quando foi fechado pela camionete dirigida pelo empresário e ocupada por mais duas pessoas. Tanto as vítimas e o policial confirmam a fechada de trânsito.

De acordo com a versão das vítimas à Polícia Civil, o empresário fechou o carro do policial ao desviar de um buraco. No entanto, a investigação concluiu que não havia buraco na rua e nem vestígios de algo que foi tapado recentemente. 

Su Moon foi preso, mas depois solto no dia 1º de fevereiro, atendendo a determinação da juiz da 1º Vara do Tribunal de Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Gargacete, que rejeitou uma das denúncias, e concedeu a liberdade provisória do réu, com o uso de tornozeleira.

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