Os deputados estaduais debateram novamente durante sessão desta quarta-feira (20) o anúncio do Governo do Estado quanto ao decreto que pode definir "cota zero" para a pesca amadora em Mato Grosso do Sul. Os parlamentares irão marcar audiência pública para conversar com todos os setores envolvidos e estudam sugerir a abertura para a caça do jacaré.
A minuta do decreto ainda não foi divulgada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que já anunciou a possibilidade do estabelecimento gradual da cota zero e não o efeito imediato já em 2019. Quem subiu primeiro na tribuna foi o deputado Marçal Filho (PSDB), que alegou que a pesca amadora nada mais é que “uma terapia ao homem”.
“Quem não é pescador, é porque ainda não descobriu ser. É mais que uma diversão e, às vezes, eles nem estão lá com a intenção predatória. O que eu apoio é a efetiva fiscalização e a criação de um disque denúncia gratuito para que evite abusos ou então que seja "cota zero" a todos. Ainda cabe muito debate”, ressaltou Marçal.
O deputado Cabo Almi (PT) concordou com a ampliação da fiscalização. “Precisamos de mais lanchas, de mais combustível, de mais policiais ambientais, para que de fato fiscalizem. Até na piracema ainda vemos pesca ilegal. E não adianta fazer de uma hora para outra, pois haverá prejuízo. Tem que delimitar com responsabilidade”, afirmou o parlamentar.
A proposta da "cota zero" dispõe sobre o pescado e o repovoamento dos rios no estado, mas outra espécie tem chamado a atenção: o jacaré. Segundo o deputado Neno Razuk (PTB), especialistas apontam um superpovoamento na fauna do estado que, inclusive, estaria prejudicando o meio ambiente. “Muitas espécies estão em risco devido a quantidade de jacarés, que quando adultos não existe predador natural dele. Até sucuri eles comem. Então conversando com estudiosos da área vemos que é possível o manejo sustentável sem prejudicar o turismo ou a espécie, que poderia gerar R$ 1 bilhão por ano a mais para a economia do estado e a criação de mais 10 grandes indústrias de beneficiamento da carne”, explicou Neno.
O líder do governo na Casa de Leis, deputado Barbosinha (DEM), disse que ainda há tempo para conversar. “O governador está ainda trabalhando em cima do decreto, baseado em muito estudo e dialogando com todos os setores. Para nossa audiência futura também será necessário ter acesso aos trabalhos de especialistas como da Embrapa Pantanal, para subsidiar nossas informações e chegarmos a um denominador comum que possa transformar a economia de forma positiva”.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

TJ vê inconsistências em versões e absolve homem condenado por estupro em Ivinhema

Justiça declara nulo ato que efetivou Marquinhos Trad na ALEMS sem concurso público

Acusado de homicídio por espancamento é julgado hoje em júri popular na Capital

'Rapidinha' de R$ 100 termina em calote e agressão contra mulher em Maracaju

Polícia Militar atende ocorrência de cão vítima de escalpelamento em Nova Alvorada do Sul

Denúncia aponta que terreno 'abandonado' no Centro tem até família de lobinhos

Carro funerário de Bandeirantes é flagrado transportando cocaína no DF

Mais uma vez acumulada, Mega-Sena chega a incríveis R$ 102 milhões

Tentativa de homicídio em Campo Grande 'rende' pena de 3 anos em regime aberto

Em contrapartida da cota zero, os deputados sugerem a liberação da caça ao jacaré (Reprodução/Assessoria)


